24 de jun de 2004

Veja só que tipo faceiro vc vê passar ao seu lado

22/06/2006Um "homem branco" ensina Tupi aos índios do BrasilEduardo Navarro, professor de Tupi na USP, a pedido dos índios Potiguar da Paraíba, que o ouviram falar a língua de seus antepassados e emocionados choraram, querem resgatar para seu povo da paraiba, sua l íngua mãe, porque nenhum deles nem a lêem nem a falam. Navarro, que aprendeu o tupi falado até 1750, sozinho, com documentos do século 16 e 17, que traduziu,diz: "Faço isso para resgatar essa cultura que é o que temos de mais auten-ticamente brasileiro". E teria publicado o Dicionário da Língua Brasílica – O Tupi Antigo das Origens do Brasil, prefaciado por Ariano Suassuna, com cercade oito mil termos, que deve ter sido lançado pela Editora Vozes. Na verdade existe a "neo língua brasílica", que é o português atual enriquecido com ostermos tupis, a maior parte topônimos, e uma enormidade de termos incluídos no nosso escrever e falar, como nhem nhem, que é falar demais.Se vc é carioca e mora no Paraná, viaja pela Itapemirim, gosta de açaí, jogapeteca, ama o Anhangabaú ou o Itanhangá mas prefere o Ibirapuera, tudobem. Se o seu primo de cabelo sarará pintado de acaju pega jacaré napraia de Bracuí, toma refresco de abacaxi, come tapioca com sururu ou siri que pegou com um puçá é um sapeca, não? Não fique na pindaíba, venda pipoca ou peteca para não criar pereba na bunda de tanto sentar. Enfim, com o tupi enriquecedor falamos tupi sem saber. O português de Portugal diferencia-se do nosso principalmente devido às expressões emtupi que incorporamos, incluindo o sotaque diferenciado. É muito tocante saber daquela gente que tendo sua língua "mater" raptadae esmagada, consegue o reencontro com ela, falada por um representante dos antigos opressores. O professor criou a "ONG TupiAqui" que formará dezenas de professores indígenas que ensinarão aos potiguara seu idioma pátrio. Hoje, o tupi, a língua geral, só é falada no Amazonas, no alto Rio Negro – chama-se nheengatu e tem milhares de falantes entre os caboclos, índios e as populações ribeirinhas. Diz o professor: - Quando uma língua indígena deixa de serfalada, é a humanidade que está se empobrecendo. Pois o que dá beleza à humanidade é a diversidade de culturas. Já pensou que triste será o mundo se todos falarmos inglês? Eu, sinceramente, não quero viver em um mundo assim.A Ceci trás à tona o Toré no seu comentario: Cerimônia de cantos sagrados quedesenvolvem nos índios o amor, a união e a força. para sustentar sua cultura; envolve as artes da natureza, dos animais e plantas, o vento, a terra, o fogo e as águas. O Toré é puxado por um mestre de canto e os outros índios respondem. É um ritual de união entre os sentimentos indígenas e a Mãe Terra buscando a conexão com a energia divina. Extraido de http://www.indiosonline.org.br/blogs/index.php?blog=3&p=61&more=1&c=1.......................................................................................................A Shi deixou no haloscan o padre nosso em Tupi que ela aprendeu a rezar e disse que devo aprender também. Estendo o convite a todos. Eis a fonte sonora para ser ouvida com atenção no endereço http://www.geocities.com/lincoln_tupi/painosso.au que pode ser lida simultaneamente no comentário dela no haloscan.

Lei de Gerson

19/10/2005
Tã- tâ-tã-tâ-tâ-tum-tã-tom-ta-tã-tem-tâ, tum, dizem os produtores de filmes tarzânicos que assim,aborígenes africanos, com sons de tambores se comunicavam pelos ares, peles vermelhas com sinaisde fumaça levavam as mensagens mais longe, os gregos confiavam nos pés de seus mensageiros (porque não nas patas de cavalo? Vai ver Marathon nem existiu...reescreve-se tanto a história).A URSS foi pródiga em reescrever sua história ene vezes. Rivalidades no meio, interesses escusostambém, mais até, na nossa modernidade na casca planetária apelidada de Net uma vez que na briga de foices suas lâminas alcançam o espaço sideral passando pelos satélites, back-bones, servidores e outros bichos. Meu blog UOL em 11/10/05 não foi mais alcançado por mim e entrandoem contato com o suporte, de início, evasivas me foram fornecidas, como erro meu de códigos dehtml, e depois dos meus argumentos técnicos, que o problema havia sido encaminhado para instâncias superiores, bem que poderia ser uma estância gaúcha."Prezado_DácioInformamos que o UOL não tem como restringir acesso à nenhum conteúdo , sendo assim caso ocorra algum bloqueio o mesmo ocorre no provedor de acesso, ou seja , no seu_caso_Predialnet.Sugerimos contato com o seu provedor onde poderão ser efetuados alguns testes.Atenciosamente, Regiane_Fernandes Central de Relacionamento UOL"
Com o meu provedor de internet em testes técnicos na minha casa, ficou confirmado que havia bloqueio de centenas de IPs pelo UOL ( este por intermédio do suporte Regiane Fernandes disse não ter condições de fazer bloqueio de conteúdo de servidor) em relação ao Predialnet.Os IPs continuaram bloqueados mas foram redirecionados por um outro servidor, por um outrocaminho e aqui estou eu, como disse à Regiane, o marisco, que não se quebraria fossem qual fossem o tamanho e as pancadas das ondas. Meu servidor preferiu uma rota alternativa e nãoo enfrentamento. Não me deixei engrupir, logo o macaco velho...que paga assinatura...
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22/01/2005
A vida é para isso, rir à toa...rs. ou: kkkkkkkkkk 15/01: IX parte de Vc não vai acreditar, desde o início; 18/01/05 o primeiro poemarte, Lacrima; 19/01 segue Lobas, com o único comentário de Loba corpus et anima; no poema inominado de Cherry respondo aos coments dos amigos depois de aprender o manejo. No poemarte "Óh Ah...ai" e daí para a frente inovei com respostas "repentes" sobre os coments.Chega mais...se descer, tenho certeza, escapa de lá... Escrito por Dácio às 22h15
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Este poemarte homenagem a todas as lobas complementa o do dia 19/01,e serve para nos mostrar, o quanto é movimentada a noite das sextasnos mais variados rincões deste país, e atendamos o chamamento, não causemos frustações nos ritos de passagem e na continuidade lídima. Escrito por Dácio às 15h01
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21/01/2005
Cherry, aqueela... do Apenas, eu cedeu involuntariamente seus direitos de ser roubada mais uma vez no texto postado lá. Mantive quase tudo no original. Preferi deitar o "languidamente"por pura perversão da arte. Escrito por Dácio às 14h27
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18/01/2005

Extraido do blog DOMADOR DE VULCÕES
Blog presente da amiga Tânia Aranha
De como não domando vulcão o fiz com humanos * parte um

Minha amiga Tânia Aranha, um dia, há 13 anos, na Ilha do Havaí, numa sexta feira 14, agosto, junto com pequeno grupo de excursionistas brasileiros do sudeste andávamos por sobre rochas de formação recente oriundas de um derrame das lavas do vulcão Kilauea, ocorrido em janeiro de 1991.
O derrame desceu de uma cratera secundária esparramando-se por uma área de seis kms de comprimento por uns três de largura, soterrando no seu caminho até o mar duas pequenas vilas, alguns ranchos e a estrada asfaltada que corria paralela à ex-praia. Agora tudo sossegado, me sentia caminhando por uma paisagem do inicio dos tempos na Terra, inóspita, aspecto vidrado escorregadio, ondas enormes de magma cristalizadas, alguns lugares pareciam ter sido triturados por gigantescos dentes de máquina, surpreendidos que foram por chuvas fortes que cristalizaram rápido provocando as rupturas. Duas horas da tarde de um sol meio inclemente, graças à inteligência do organizador empresarial; pessoas com sapatos inadequados escorregavam, algumas voltando murchos como a rosinha do msn, era uma procissão de cansados, os que iam com ar curioso, sorriam e brincavam, todos sedentos em ver de perto o derrame de lava que por uma chaminé horizontal caia ao mar, assim mais ou menos há uns 2 km de uma placa que advertia, para o uso de roupas leves, chapéus de abas largas tênis antiderrapantes e na “mochila” água mineral e rehidratantes energéticos. Duzentos metros antes outra placa determinava que ninguém se aproximasse do local da queda ininterrupta da lava que ao atingir a fria água do mar cristalizava de imediato em pedras de vários tamanhos alguns chegavam a ser atirados sobre as rochas mais antigas. Filmadora semiprofissional no ombro ia colhendo imagens interessantes até chegarmos junto da uma fita amarelo preta esticada “impedindo” a passagem: “ Danger - No trespassing- Descendable Rocks”. Fiz uma tomada da fita em close e uma panorâmica do pessoal chegando ao local, eu sempre atrasado “por dever de ofício”...rs. e como me interessava boas cenas, fui me afastando e filmando uma rachadura de uns 15 a 20 cms de largura que isolava um bloco rochoso, do “continente” e com eminência de queda... Na fita, larga, várias flechas apontavam para a enorme fresta. Escrito por Dácio às 13h56
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- Postado por: José às 00h02
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Miscelânea


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31/12/2008
Nem mais e nem menos

Ordem de despejo
O oleiro-carpinteiro-marceneiro-neuro-linguista voltou-se para Adão: -Ordenei que não comesses o fruto da Árvore do Saber, desobedecestes, destes ouvido à tua mulher e comestes. Por tua causa a Terra estará ferrada, será maldita, dela tirarás teu sustento e o dela, vais arar plantar e enfrentar sol, tempestades, secas e enchentes, ah, para botar pilha em você, virão dilúvio, delúbio, Valério, o carequinha, petralhas, Daniel Dantas, vereadores, deputados e senadores - todos explorarão sua descendência sem condescendência. Comerás o pão, biscoitos, roscas, balas, sorvetes, um simples chester, através do suor de seu rosto. Serão explorados por faraós, imperadores romanos, reis ingleses, presidentes americanos, franceses, holandeses, multinacionais de alimentos e deles usarás alimentos transgênicos, processados, como salsichas, cheios de conservantes - venenos vários - que lhes produzirão toda sorte de doenças, incluindo o câncer. Inventarão e colocarão no saco das maldades as possíveis e as impossíveis e também as inimagináveis... Todos serão afetados pelos séculos e séculos. "-Isto, pensou o oleiro-carpinteiro-marceneiro-neuro-linguista, está me cheirando a scripts de cinema catástrofe". -Adão, tu fostes feito de pó e claro, te tornarás pó novamente, o qual não poderá ser usado para fabricar coisa alguma. Quando fores cremado tuas cinzas não poderão ser usadas para fazer sabão. Avise a teus descendentes! Tua mulher, Virago, porque originada de ti, em outras histórias foi chamada de Eva - e o foi porque o narrador andou "voando", não pesquisou direito, comeu mosca - não poderá sair com ele, então te facultarei que a chame de qualquer coisa. -Senhor, posso manter e chamá-la de Eva? -Quer me cansar? -Porque insistes neste nome esquisito, não conhece um melhor, que tenha mais sonoridade, Madonna, Maryllin, Marisa, Yoko Ono? - Esta palavra, senhor, me veio à cabeça porque é do hebraico hav vah, significa que será mãe de todos os viventes. Imagine, com todo o respeito, ter que consertar o nome dela em todas publicações. Só tenho uma dúvida, mestre, o senhor nos deixará sobreviver? -Sejamos práticos, não haverá mais conversas entre nós, estou expulsando-os aqui e agora deste lugar; tomem estas vestimentas de pele de cervo, prêt-à-porter, que mandei comprar ali na C&A e desapareçam rápido e nem olhem pra trás. Saem da liberdade do Paraíso para o mundo que mais será do que uma prisão. Não esperem por um habeas corpus, salvo conduto ou mandado de segurança. Pelo contrário, terão que dar tratos às bolas para corromper, fraudar, criar contos do vigário, mentir, enganar, toda uma série de virtudes que lhes permitirão avançar na vida para acumular toda sorte de ouro, prata, pedras preciosas, bugigangas, a qualquer preço, passando por cima de parentes, amigos e estranhos, com todo o egoísmo possível e depois cair mortos e deixar tudo para trás. Quando morrerem... é, perderam a imortalidade, nada levarão para o outro mundo, nadica de nada... seus bens serão disputados como carniça pelos descendentes. Parem de tremer e se mandem! -Senhor, não pode dar um jeitinho? -O quêeee? Pensas que está no Brasil, na terra em que todos querem levar vantagem? Lá onde se criam dificuldades para venderem facilidades? Onde se legisla em causa própria? Onde sentenças judiciais são ditadas nas altas cortes pelos advogados de defesa dos réus? Olha não sou senador nem deputado, governador ou prefeito, muito menos vereador ou suplente de qualquer coisa. Vão em frente! O casal não teve saída a não ser obedecer, principalmente quando viram uma pessoa com asas enormes e como um pássaro, voando, chegar nas proximidades descendo a uns cinco metros e pondo-se em guarda. Seus olhos ferozes fitaram os companheiros. Carregava aquele corpulento anjo um sabre de luz, cintilante e versátil, desses que foram usados em Guerra nas Estrelas, por Luke Sky Walker. Como demonstração o querubim apertou um dos botões e a arma a laser disparou raios de três cores simultaneamente derretendo uma pequena rocha. No seu lugar a poça de lama quente e rubra que se formou esfriou e se mostrou como uma peça laminar granítica. Adão fez o sinal da cruz automaticamente, primeiro com a mão direita e depois com a esquerda (atendendo aos canhotos), como as pessoas atualmente na hora do aperto se persignam - passaria muitos dias abobalhado sem saber de onde havia tirado aqueles movimentos e não achou ninguém até hoje para explicar-lhe tal ato. A Árvore do Saber tinha ficado para trás. Dali em diante ele e sua consorte, os dois sem sorte, mais toda sua descendência sem a ciência, teriam que descobrir tudo sozinhos.
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11/12/2008
Nem mais e nem menos
O pomo da discórdia
-Cof! Cof! Cof! -Que é isto Adão? Nunca ouvi esta palavra... o que quer dizer? E estes olhos esbugalhados? Você está ficando todo roxo, vai ser o meu adorável roxinho daqui para a frente? Vivaaaaa! Tudo no início é precário, depois vêm os aperfeiçoamentos. Adão ainda não tinha aquilo roxo como bradou milhares de anos depois, na Ilha de Vera Cruz, um tal Sr. Collor. -Cof! Cof! COF! COF! Cof, cof, coof, coooff, coooffff... coooof... Pimba! e "esticou as canelas", a primeira do mundo - nesta época não havia conotação com a morte, não se assustem ele sobreviverá. -Ah, não sei o que fazer, não temos manual de uso, a amiga rastejante escafedeu-se, será esta a palavra certa? Adãozinho queridinho, cospe esta coisa da sua güela, fala comigo, fala, ah, tô sózinha no meio do mato, não tenho mamãe, nem sogrinha pra chamar, nenhuma cunhada... faaaaalaaa! e ficou Eva repetindo sem parar; seu vocabulário e raciocínio eram de uma criança de 13 anos, 7 meses e 13 dias. -Uga, uga, ga, gaga, uo, uau, sua pele arroxeada, depois azulada, passa a amarelo-laranja e fica vermelha; pletórico, murmura algo ininteligível e fica de cócoras; volta à sua cor natural, qual? Adão põe-se de pé, mãos em concha na boca e serelepe grita aaôôôôôaooôôaoaôôooo... mim Tarzan, o rei da floresta. Eva com um raciocínio de 17 anos disse-lhe que deixasse de ser besta, que ele não era rei de lugar algum, que ali não era mata e sim um jardim, o Paraíso, mas que estava achando-o mais bonito com aquela corcovinha no pescoço e lindo e maravilhoso com a voz máscula que ele estava usando. -Não estou usando voz alguma, ela é minha, você não vê que é por causa desta entalação da fruta que me deu? Você não ficou assim, estará para sempre aleijada, rá, cof, cof, rá, rá... Eva pensando como uma mulher de 23 anos diz que ela não pode ter voz grossa, pois é coisa de macho. Sua voz tem que ser delicada, maviosa, como a voz dos anjos, - você sabe, os anjos não tem sexo nem nexo e entenda que não são afetados, termina. E a uma só voz exclamaram: isto será conhecido como o pomo de Adão !!!!!!! Porque pomo? pergunta Eva. -Peraí, aqui tem um verbete na folha da Árvore do Saber, diz Adão e lhe responde que a palavra significa caroço e que pelo que havia lido numa revista rural era semente de maçã que agora pertencia ao corpo dele para todo o sempre. -Ah, não, acontece que a semente da maçã é muito pequena e renderia no máximo umas verrugas nas cordas vocais. Sua voz seria horrível, você soltaria roncos e grunhidos! Foram folhear uma enciclopédia e descobriram que na verdade o engasgo se dera com o "pseudofruto formado pelo ovário" e não com o receptáculo floral, carnoso e muito desenvolvido, que é a porção comestível de frutos como ex., a maçã, que desceu para o seu destino. -Adão, eu não tinha reparado o seu balancim como o vejo agora. -É, eu também não tinha reparado seu rachadim com estes olhos cobiçosos. -Cobiçosos, será que é a mesma coisa que estou sentindo, bem, não pode ser a mesma coisa, afinal somos diferentes e não pode haver sentimentos iguais. -Mas tem que ser muito parecidos se não estaríamos cada um andando para lados contrários. Não estaria ocorrendo essa atração mútua. Ou você não sente realmente o que penso. Está com o pensamento na cobra? -Cê besta, um bicho frio daquele, com a língua partida no meio, lembra que ela falava meio fanho, pô, pensando em discutir a relação logo agora? -Tudo bem, deixemos para lá, vamos até ao lago azul? -Vamos, mas antes temos que cobrir nossas vergonhas, não fica bem andarmos assim. Pega essa folha de parreira e coloca aí, ah você precisa de duas e grandes. E saíram lado a lado de mãos dadas, passeando os acessórios. Eram 14 e 27 minutos, hora de Greenwich, sol bem alto. -Adãoooonnn! -Eeevaa!! ressoa a voz do oleiro-carpinteiro-marceneiro-neuro-lingüista, onde estão vocês? Aquiiii... -Má tarde! -Boa tarde, diz o mancebo. A manceba ecoa. -Sua voz está grossa meu caro, o que houve, está resfriado? -Argh, é que... sabe... bem... fala para ele Eva... -Não é necessário, já sei o que aconteceu. Estão sentindo frio e por isso estão usando estes cobertores? -Não, é que estamos pelados, nus. -NUUUUUUUSSSSS, e como sabem disto? -Foi a Eva que me falou. -EVAAA... -Senhor, foi a serpente que me enganou. -Cadê a serpente? -Acho que o gato comeu. -Cadê o gato? -Foi pro mato. -Cadê o mato? -Acho que o fogo queimou. -Cadê o fogo? -A água apagou. -Cadê a água? -O Boi bebeu. -Cadê o boi? -Amassando o trigo. -Cadê o trigo? -A galinha espalhou. -Cadê a galinha? -Botando ovo. -Cadê o ovo? -O padre bebeu. -Páara, que não existe padre, começou o jogo de empurra? Trombetas ecoaram o alarido mais estrondoso que poderia ser ouvido por aquelas bandas -Quero aquele ser abjeto aqui imediatamente! E foi achada e trazida segura pelos braços a esperneante serpente, escamas eriçadas, a língua murcha, caída para o lado esquerdo, os olhos tão espremidos e a cauda chocalhando com seus guizos, uma vergonha. -Sua isso, sua aquilo, isto e mais aquil'outro... Tu traístes os ideais da bondade, passastes a perna na nobreza, serás doravante maldita entre animais e bestas; ficarás sem pernas e braços, passa-me os membros já, e andarás esfregando a barriga no chão e comerás terra todos os dias da tua vida. Doravante seus descendentes pisarão em tua cabeça e tu tentarás morder seus calcanhares, digo, picarás. Entenda o que estou falando! Nada a ver com Aquiles. -Senhor, tende miseri... -Cala-te para sempre! Entrega-me tuas cordas vocais, rápido! Não sei onde estou que não te transformo em minhoca de uma vez por todas!
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30/11/2008
Nem mais e nem menos
A primeira lábiaEva nasceu sem o gingado, porém pulara muita corda e amarelinha e ficara com as pernas doídas e estava mancando. Adão todo sem jeito fizera a mesma coisa, mas só coxeava acompanhando a mulher -nada do que estão pensando - hesitava.Arapongas de penas investigaram, souberam e deram com a língua no bico, segredaram aos meus ouvidos moucos que uma trama urdida pela queda do bem anterior vencida pelo mal posterior estava em marcha numa cabeça debaixo de dois chifres. Viria isto abalar os alicerces do jardim onde o Primeiro Casal desfrutava de uma vida de sombra e água fresca – não façamos comparações. Uma maquinação do tinhoso que por ter tido suas luzes desligadas peremptoriamente quando tentou assumir o poder ainda Lúcifer - anjo de luz- o levara a procurar pelo Mr. M. O mágico o transformou numa serpente.O diabo do bicho rastejante, indecoroso, com uma pasta Vuitton que carregava no lombo, porque como serpente, mãos e pés não tendo, deu uma de camelô para oferecer toda sorte de bugigangas possíveis à Eva, como colares, pulseiras, brincos, baton, rímel, relógios, piercings e etc. Achou de incutir-lhe um pecado, a vaidade. Começaria ali a tentação de futuro promissor. O diabo já vestia Prada. Da maleta estendeu uma toalha feita de uma flor de vitória régia, num cochilo, ecologicamente correto e sobre ela espalhou a mercadoria adquirida nas lojas da Saara, no Rio. Pôs-se à beira de uma trilha e sob a sombra de uma árvore cujas folhas abrigavam uma biblioteca de tamanho inimaginável, maior do que a do Congresso Americano. No tronco as palavras esculpidas, Árvore do Saber e mais em baixo entre parênteses, em língua estranha: (do Bem e do Mal). E abaixo em vermelho petralha: P.S. “o Bem a depender de verbas de governo”.A cobra, velha de guerra, mostrou impressionante lábia de um estágio de camelotagem feita com o Silvio Santos. Do alto do seu MBA viu na curva da trilha apontar os caminhantes; mancava ainda Eva, o que levou o ofídio a cantar,"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, É ela menina que vem e que passa, Num doce balanço a caminho do mar, Moça do corpo dourado do sol de Ipanema,”Eva riu, olhou a barriga - os peitos empinados atrapalharam um pouco- viu tudo brancacento e fez seu primeiro muxoxo - -ta doida ela!, no que a serpente não se deu por achada e respondeu dançando várias vezes a dança do ventre - fez o que pode e magrela, sem cintura, bunda e peitos, nem as cobras que passavam ou se balançavam nas árvores deram-lhe a mínima atenção. Bocejavam. O ofídio viu que como cobra teria que lutar muito para ser objeto de consumo, salvo por que iria emprestar seu nome a um outro tipo no mundo do futuro.Mostrou-lhe a serpente uma loção para bronzear, Eva virou a cara, não iria beber aquilo! Um relógio, disse-lhe que tinha todo o tempo do mundo. Um maiô Catalina: -Não preciso de cobertor. Uma bolsa Vuitton: -Meu canguru carrega minhas pedrinhas coloridas, conchinhas, flores, penas de passarinho, frutinhas e etc. Sobre pincéis, esponjas, bases e pós, batons disse que não desejava ser artista plástica. Um salto Luis XV, não queria viver nas alturas. Uma calcinha. Achou que era máscara cirúrgica. Um espelho. Disse: oi, miga!A cobra coçou uma orelha, respirou fundo e ofereceu-lhe ser capa da Playboy, respondeu: Adão e eu somos analfabetos sem pai nem mãe, pelados já andamos, tem graça nenhuma, a não ser que ele de terno e eu com um tubinho lancemos moda new look no Fashion Rio. Disse-lhe a serpente: -Veja, a cor de seus cabelos são pretos como as asas da graúna, um pássaro brasileiro que vai ser imortalizado por Henfil, se continuar assim as piadas no futuro não serão com as louras.Advertida, a desamparada Eva olhou pros lados, para cima da árvore procurando o companheiro. Ele não era um chimpanzé. Estava semi-sentado, recostado no tronco da árvore do Saber, dormia a sono solto, tão solto que voava pelas pradarias muito além da mata. A serpente ao ouvir seu primeiro ronco, sinal de anestesia profunda, estremeceu e deu um largo sorriso mostrando seus dentes brancos sem jaça. -Querida amiga, pelas respostas que você me deu acho que uma coisa é certa, vc não irá muito longe na sua carreira, não falo de corrida, falo de subir na vida, não falo de escada falo de progresso...Eva enjoada, acha que tem falo demais e exige um basta. -Tudo bem, desculpa, você precisa dominar todas as coisas, passar no ENEM, aprender a dar ordens, saber botar a mão na cintura enquanto bate o pé e rodar a baiana, não levar desaforo para casa, não se submeter a outra mulher, deixar que Adão pense que ele está sempre levando vantagem, saber sempre que o filho que carrega na barriga é dele e se não, deixar pensar que seja, ou ele te mata. –O que é mata? Filho na barriga, o que é isto? -Bem deixa para lá. –Deixa pra lá... será que deixo? –Não deixo, fala o que é! -Não adianta te explicar, não chegou a hora. –Quem? O quem é hora? É de comer? -Você só pensa em comer... É muito curiosa... quer saber? -Quero. -Só tem um jeito flor do dia. Você é tão doce... –É, sou uma flor ou um doce ou os dois?-Humm, veja isto, sinta o doce aroma desta fruta... ela é da arvore do saber e como gosta de perguntar, quer saber todas as coisas, lhe digo, coma-a e partir da sua ingestão vai ter respostas para todas as suas indagações. Eva pegou, comeu-a e tomou outra.-Adão, xiiii, ele acordou, pssiiiuu... dê-lhe menos para que ele esteja sempre sob seu domínio. A serpente se escondeu por entre a folhagem e foi se arrastando de fininho e sumiu. Olhos grandes, narinas dilatadas, salivando, esfomeado, Adão vê o vermelho apetitoso, sente o odor da fruta na mão de Eva. -Mim com fome, mim que comer isto aí, me dá! –Calma Adão! Calmadão nada, quero comer! Me dá! –Ô enjoado, quando quer quer mesmo! Pega aí! –Me dá! E o mancebo deu uma bocada caprichada e engoliu um pedaço, dois, três... Arghh! –Que foi Adão? -Estou entalado!
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23/11/2008
Nem mais e nem menos
Plantando uma costela
Adão dorme profundamente e já ronca porque não pode ficar de lado ou de bruços, principalmente porque está pelado até os dentes. O oleiro está a seu lado, tem todo o respeito por sua criatura, e afunda-lhe uma adaga de cristal puro de rocha no peito. Indolor, a primeira cirurgia da história resulta na doação involuntária de uma costela das vinte e seis que o mancebo possuía, não me perguntem por quê; a outra talvez tenha sido usada para fazer uma amante, mas sem possibilidades de confirmação. Do seu peito a costela inteira é cravada no barro meio mole e a imensa ferida é suturada. Foi fincar no chão e começaram a crescer raízes e galhos, logo as folhas, as flores, e dois minutos após já dava várias espécies de frutas, por causa das células das variedades comidas por Adão. Dali, a jabuticaba, o coco, a melancia, maracujá, berinjela, chuchu, cereja, pêra teriam aproveitamento na feitura de Eva.Após usar-se iodo (e como ardeu!) a ferida foi tapada com vários band-aids. Da árvore, raízes foram transformadas em duas pernas. O oleiro, travestido de marceneiro, olhou para Adão e começou a copiá-lo; pensou no que colocar no meio das pernas. Olhou de novo. Coçou a cabeça. Então fez os joelhos que seriam a parte mais feia da criação. A madeira se fez carne e osso e foi sendo esticada feito massinha, preparando-se o tronco e os braços onde colocou um joelho pequeno, só que ao contrário e sem rótula (futuro local da dor de cotovelo).Do caule da árvore escorriam algumas gotas de sangue de onde retirava células-tronco indiferenciadas e ia dizendo fiat figadus, fiat sthomacus e completou todos os órgãos do interior da barriga e tórax. Chegou ao pescoço, e viu que lá para baixo faltava alguma coisa. O órgão sexual era igual ao de Adão. Viu que a espécie humana iria entrar em extinção muito rápido, a não ser que lhes desse vida eterna. Um lindo arco íris desenhou-se no céu. Olhou muito zangado para ele e disse-lhe que voltasse outro dia porque não estava chovendo. O que se sabe é que removeu a musculatura do pênis, inverteu a pele que virou mucosa de imediato, e prendeu-a no alto perto da bexiga. Puxou daqui, puxou dali, ajeitou e fez o prometido rachadim que no futuro iria receber trocentos apelidos, o que fazer? Achou lindo e perfeito. Ele estava cercado por orquídeas, várias Laelias, sem perceber se deixara influenciar. Faltou bater com um martelinho e dizer parla. Afinal um tapinha não dói.Assustou-se com as bolinhas solitárias, tristinhas; não se deu por achado e puxou-as para dentro. Ao pensar na futura reprodução mirou uma berinjela no galho da árvore da vida e foi por ai, colocou lá, seria a madre do corpo. A semente de Adão seria plantada na madre como nos outros animais; usou um espermatozóide de Adão que sonhava e sonhava e se mexia tanto que escapavam alguns. Tirou a cauda do bichinho, disse-lhe que daí em diante ele seria feminino, recebeu em troca uma cara feia, o que pouco adiantou. Eis sua morada e tacou-lhe dentro do testículo que se assanhou, mudou a forma para uma avelã e virou ovário. -Ei, como vou sair daqui? -A cada quatro luas você e suas descendentes descerão por dois túneis, as trompas, para encontrar com seu par. Olha, todos cegos irão aos milhões, adoidados, para ver se pelo menos um te acha. Caso contrário adoção poderá ser uma solução.O oleiro, que passou a marceneiro, que passou a cirurgião, voltou ao pescoço e fez o arcabouço da cabeça parecida com a do dorminhoco, não sem antes pensar no leite, e para sua produção pediu a um beija-flor míope para pegar um pouco de células de uma vaca. O passarinho errou e trouxe material de uma gazela. Sorte nossa! Se bem que no hemisfério norte... Chegou a hora dos apetrechos do rosto, por inferência, no captar do olhar de uma chimpanzé fazendo caras e bocas - deu a Eva lábios suculentos, mais vermelhos, a língua capaz de colear, voltear, tremeluzir, saracotear, enrolar e ser enrolada. Lamber crias, na acepção da palavra, só retórica.Despachou beija-flores auxiliares para outras missões com exigência de, para cada produto, aprovação da Anvisa, código de barras e nota fiscal. Para o nariz secreção de canídeos, pois ela teria que ter um faro extraordinário para perceber cheiro de cerveja, cigarro, charutos, odores de perfumes de concorrentes em roupas e cabelos, e poder aprontar quando seu macho vier a freqüentar outras ocas ou tocas. Da águia veio secreção lacrimal para visão acurada de perceber as futuras sacadas no e do mulherio nas praias, festas e igrejas. Secreção de ouvido de morcego para ter um que possa perceber qualquer sussurro extra em telefonemas, cochichos ao pé do ouvido de amigas, colegas de repartição, etc. Mistura de cera das orelhas das zebras, lobas e hienas o material para esta marca eterna - andará de orelha aparentemente murcha, mas sempre em pé. Acabou de colocar células de língua de arara, e o matraquear automático de Eva começou mesmo sem ter com quem tricotar. Foi posta a nocaute.Precisava de controle dentro do coco da cabeça para que pudesse andar rebolando, correr atrás de marido, carregar criança no colo e nele dar de mamar, voar, mergulhar, não se dar com sogras, pilotar fogão, blogar, botar a mão na cintura e rodar a baiana. Uma longa depressão mundial não permitira os upgrades nos já obsoletos chips de Adão que apesar de poucos dias estava bem rodado, mas eles haviam se integrado e transformado em quatro neurônios, percebidos através uma ressonância magnética.O agora neurocirurgião-lingüísta pensou muito e para não criar para Adão um concorrente eterno, o que não deu certo, mandou um e-mail cuja resposta veio com dez vezes a velocidade da luz - a atmosfera era limpíssima e sem tempestades magnéticas. Logo a seguir atravessando a barreira do tempo chegam dois esquilos muito engraçados que vieram do futuro, precisamente de um país que pelo seu desregramento de mercado quebrou literalmente. Eles vieram dos estúdios de Walt Disney, lindos e fofos, travessos, um mais safadinho que o outro, sempre se metendo em encrencas. Apresento aos leitores os adotados e famosos Tico e Teco.Adão acorda e se extasia. A melhor obra da natureza estava ali na sua frente. Embevecido, um tanto apatetado, aprofundou se na sua inocência absoluta. Revirou os olhos, babou um pouco, não tirava os olhos dos olhos de Eva. Ela deu o primeiro sorriso do mundo, esticou o braço e pegou sua mão. No chão, vários riscos de cálculos que pareciam uma planta de engenharia. Ele sentiu o calorzinho dela e sorriu. -Vamos brincar de pular amarelinha?Fitava-os de soslaio um bicho rastejante.
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16/11/2008
Nem mais e nem menos
Amassando barro (Plágio de mim mesmo, copiado de Palimpnóia)
No sexto dia da criação o homem foi modelado em barro de alta qualidade e posto a cozer num alto forno da Vale do Rio Doce. Esfriando, ainda no secador, ficou parecido com estátuas gregas, se bem que estas, no futuro, seriam esculpidas em mármore. Imóvel. frio, aspecto tenso, olhos baços mirando o ontem. O oleiro continuou, todos os animais que criara, andavam, voavam ou nadavam. Tinha um que rastejava, hummm! A modelagem teve por base um macaco, mas queria-o à sua imagem e semelhança. Não o cobriria de uma vasta pelagem. Enquanto a estátua esfriava olhou-se numa poça de água cristalina, por incrível que pareça, não conhecia seu rosto. Voltou animado, providenciou um orifício no rosto do modelo e fez um boca-a-buraco. Insuflou-lhe todo o ar de seus pulmões. Pronto, criaram-se todos os órgãos para cima e para baixo. Primeiro os lábios, nariz e boca; logo os pulmões aconteceram. Estes precisavam de artérias e veias, um coração, fígado e etc. Tudo bem! Estava feito.
Achou que uma distinção deveria ser criada. Importou alguns chips, memórias e processadores em desuso do Paraguai e colocou-os dentro da cachola até então vazia - ainda hoje muitos permanecem anos e anos assim. Como os sistemas operacionais Windows ainda não tinham sido aperfeiçoados colocou o que havia à disposição, um DOS, Versão 01, sobra de uso em primatas mais modernos, como o chimpanzé. Penúltimo parafuso apertado, deu-lhe um eletro-choque daqueles que se usam para ressuscitar defuntos recentíssimos e teria dito-lhe, falam por aí, em bom latim: Ecce Homo ( Eis o homem). O autor, sem a ABIN, não conseguiu apurar verdadeiramente que língua o ceramista murmurou já que não houve como grampear o dito no principinho do princípio, exatamente o momento Alpha dos hominidas. A única humanidade existente era a dos macacos, já periclitante, tanto que não foi a frente até hoje. Esse homem ele o chamou Adão, do hebráico e quer dizer homem de terra vermelha, a cor do barro, a tal matéria prima do tio distante. Adão pôs-se de pé, respirou fundo, olhou para todos os lados e deu o primeiro passo: -Quem é você? -Mais respeito, sou teu senhor! –Mas não o teu feitor. -Sim, senhor, bateu continência, estou exultante, feliz por esta dádiva. A vida! Jamais iria saber em que tipo de magazine ou supermercado iria achá-la, e se achasse, como comprar. Não tenho dinheiro, cheque especial ou cartão de crédito. - Santa Ignorância! - a primeira delas - Adão, meu filho adotivo, é, revelo-te o mais cedo possível, tu não irás precisar de nada disto. Antes, olhe à sua volta, veja os rios e lagos com peixes e outros animais aquáticos, o ar, este negócio, desculpa-me, este gás não venenoso que te mantém vivo. Nele abundam, com todo respeito, aves, morcegos e insetos voadores, todos para teu deleite. Este líquido, o leite, por exemplo, é fornecido pelos mamíferos que te bastarão. Estes animais, assim como répteis, quelônios e outros que andam no chão e nas árvores serão tuas companhias para todos os folguedos que possas imaginar. Às árvores, arbustos, bromélias, ervas, capins e outras que serão reunidas em compêndios no futuro distante dei o nome de Paraíso... Repara, paradesha quer dizer em sânscrito, país supremo. E em avéstico, pairi-daeza (paradizo), é um jardim murado. Isto está na Wikipédia; mais tarde irá conhecê-la depois de criada a internet. Este jardim ou Éden, do acádico edinu significa “campo aberto”. –Humm, seus descendentes farão muita confusão, uma babel. É todo teu e nele nada precisará ser plantado e cultivado, as sementes serão espalhadas por todos que delas comerem as fruta ou os frutos. O vento, a chuva e o sol, serão os agricultores.-Ide e aproveitai do que melhor existe em seu derredor. E saiu Adão encantando-se com o que ouvia, roncos e sibilos, cacarejos e chilreios, balidos e trinados. A natureza o saudava. Tanta maravilha inundando seus sensores ópticos e óticos. E andou e andou, e muito. Nas andanças viu que animais corriam atrás uns dos outros. Depois paravam, e com alegria, um subia em cima do outro, sacolejava o corpo e descia. Logo se separavam. Um certo dia viu um casal de chimpanzé se atracando. Pensou que era briga. Chegou mais perto. Os dois não deram a mínima. Fizeram caretas para ele. Chegou mais perto. Excitou-se e disse: - Quero brincar também! Levou um catiripapo e saiu catando coquinhos. Pensou em reclamar com o homem do barro, mas ficou com vergonha. Ainda estava em riste. Inconsolável ficou murcho, deitou-se e adormeceu, muito triste. Não teve sonhos, não havia o que sonhar. Viu-se composto ao acordar. Demência? Ficou vai, não vai, , durante meio dia. Foi pedir clemência. -Senhor, estou sentindo-me só, o mais desolado dos homens, não estou lhe criticando, mas me vejo cotó (preterido no amor- a zoofilia estava muito distante ainda). Todos têm um parceiro para fazer aquilo de subir em cima, de balançar, sacudir, quero um meeiro, o senhor sabe... faz um para mim também? - Paciência Senhor! Adão, vou fazer sim, não pode ser igual; você tem um balancim e seu par será uma criatura com uma diferença principal pelo lado de fora, terá um “rachadim”. -O senhor quer me enganar? Ta falando mineirim... Ah, não, eu gosto é de mim, faz nele esta trombinha que sobe e desce. Pois eu gosto quando cresce, se tiver diferenças não quero levar bombinha, blá, blá, blá ... O padrasto perde a paciência e deixando de lado a ciência, imitando um futuro Rei diz: -POR QUÉ NO TE CALLAS? MASCA ESTA FOLHA AQUI! E TRATE DE DORMIR!
Dácio Jaegger
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15/11/2008
Uma semana de blogagem a respeito de adoção que começou a ser tramada por Geórgia Aergeter e Dácio Jaegger a partir do post “Se achamos que adoção é fácil continuemos lendo”, onde em seu comentário sugeriu que o assunto dava um blogagem. Não tinha seu e-mail e pedi a Meire que comunicou à Geórgia que entrou em contato e entre idas e vindas sugeri a ela um selo que no seu retângulo em alto relevo como se fora uma placa a cor vermelha representaria não o sangue azul dos reis e sim o sangue nobre das pessoas de bem, um símbolo de vitalidade e energia, pois estimula a formação do sangue e libera a adrenalina necessária para agüentar-se os trancos do processo de adoção legal.
O coração é o símbolo universal do amor incondicional, os dois maiores, vermelhos de envolvente paixão em torno de uma causa comum coroados por halos em formato de coração azulado representando a calma e a sobriedade, pois é redutor do egoísmo e atrai a harmonia. Confere jovialidade nas transações da adoção e teria efeito calmante nas tensões nervosas de que tanto necessita o adotado. Estes halos projetam sombras avermelhadas que irão amparar o coração menor, a criança ou adolescente, também gente, como qualquer ser humano, a imagem universal do Criador que a todos adotou sem distinção de qualquer espécie. Por fim o azul que envolve os corações que se amam é a nova aurora na vida da neo-família que representa o engrandecimento da raça humana. Engrandecida ficou a blogosfera com mais de uma centena de homens e mulheres que arregaçaram as mangas e transformaram sugestões de dois no desejo de todos por um mundo adotivo melhor. Nenhuma demonstração de egoísmo, falácia, nenhum sofisma, todos que visitei e li deixaram seus corações pulsar a valer e deitaram falação... e botaram para fora angústias e medos, esperanças e desejos, conselhos e pedidos de sugestões, orientações técnicas colhidas em meios apropriados, blogueiros capitaneando com rigidez de princípios morais. Todos sem exceção estão de parabéns! Fiquei feliz pela atuação da guerreira Geórgia, a incansável perseguidora de perfeição e organização que acatou sugestões simples e as pôs em prática. Bom final de semana. Escrito por Dácio Jaegger às 00h04
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09/11/2008
C a r t a à G e o r g i a A e g e r t e r (Saia Justa) (extensiva aos 1 4 0 blogueiros da Blogagem Coletiva da Adoção),
com os meus agradecimentos por ter pegado o pião na unha para a organização e efetivaçãode uma semana de blogagem, porque o assunto está a merecer toda reflexão de mães e pais, filhos biológicos e adotados.
Olá querida amiga e demais amigos!
Antes, quero esclarecer que em 1958 a natureza predominantemente hereditária da Câmara dos Lordes foi mudada pelo Ato da Nobreza de Vida /58, que autorizava a criação de baronatos de vida (que não eram transmitidos aos descendentes), sem limite numérico. Com isto, impediu-se que os desmandos da realeza britânica permanente continuassem a dominar e subjugar o povo inglês e da comunidade britânica. De lá escapou para o povo da ilha; outras nações se apropriaram (não tinha copyrigth). O ato de nobreza é muito mais nobre do que se pensa, origina-se no coração e mantém base no coração, e é aí que quero chegar. Veja como o amor é pouco usado na adoção. É estudo e estatística de Brasil, deste país feito por nós.
Quero "en passant" lembrar que segundo o Livro do Êxodo, Moisés foi adotado pela filha de um Faraó após ser "achado" num cesto boiando no Rio Nilo e educado na corte como um princípe do Egito. A princesa cometeu um ato de nobreza ao adotá-lo, posteriormente de AMOR, ao criá-lo. Jesús, o filho de Maria foi concebido pelo Espírito Santo por amor? Sim? José, pelas lei da época acusaria Maria que seria condenada ao apedrejamento por adultério. Ele aceitou a explicação de um anjo e tornou-se pai adotivo de Jesús. Um ato de nobreza. Brutus, um filho adotivo da nobreza, o foi por amor? Sabe-se que matou o pai adotivo Cesar, no complô do Senado Romano. "Rômulo e Remo da lenda, filhos adotivos de uma loba (qual o simbolismo?) vieram a fundar Roma" (?!). Em Esparta, crianças aleijadas ou doentes eram atiradas num despenhadeiro por questão eugênica. Povos primitivos como, aborígenes, índios brasileiros, por questões econômicas, matavam e matam bebês defeituosos ou nascidos fora de casamento. Os chineses mantém prática que a lei permite, um único filho por casal. Chegam a abusos, como o infanticídio, os abortos forçado e seletivo de fetos femininos, por casais que preferem ter um menino. Existe adoção na China? No Brasil, a imprensa vez por outra aborda o tema procurando atiçar o amor daqueles que poderiam adotar uma criança, a pedido de juízes, promotores, ONGs e outros. E há um movimento intrínsico no povo que quer adoções legais de crianças (58%) nos orfanatos do governo, de instituições religiosas ou de ONGs. Há adoções ilegais (42%).
"Histórias de adoção onde filhos se revoltam contra pais ou de filhos adotivos que abandonam suas casas, são tão comuns quanto em famílias constituídas biologicamente. Considerar que "um filho é bom por ser ele filho biológico" ou que "um filho é mau por ser ele filho adotivo" significa uma permeabilidade aos mitos advindos da cultura da adoção; significa estigmatizar a adoção e desconsiderar seu potencial criativo; significa descrer na possibilidade de exercer a maternidade e a paternidade por via da adoção. (Mário Lázaro Camargo é psicólogo, mestre em Psicologia pela Unesp).
A psicóloga Lídia Weber, em sua tese de doutorado na Universidade Federal do Paraná, (aqui) aponta razões de demora na adoção. Uma delas, a exigência do adotante. Ouvindo 400 famílias em 17 estados, ela verificou que 85% assumiram bebês de até 2 anos. "O limite de idade é maior que a preferência pela cor da pele", observa. ( Só até 2 anos há amor? Acima nem nobreza? Em agosto passado, das crianças liberadas para adoção e mantidas em abrigos paulistas ligados a ONGs e igrejas, 1 042 estavam com mais de 12 anos ou tinham irmãos, que a lei não separa (repelidos, quando existiria tanto amor para dar nos casais adotantes... Também o ato de nobreza não cabe... Estrangeiros aceitam essas condições. Hoje, há 40 mil franceses e 18 mil italianos na fila (São todos eles dotados de amor incomensurável? Superam os brasileiros neste quesito, então?), mas eles só entram no páreo depois que os nacionais abrirem mão Uma medida legal pretende conter a adoção internacional para garantir à criança o direito à nacionalidade – há 80 mil crianças e adolescentes nos orfanatos brasileiros – não se pode esperar nem amor nem nobreza nos juizados. Outro fator dramático envolve a destituição do poder familiar. Com base no E C A e no Código Civil, a criança só pode ser destinada à adoção após a sentença que tira dos parentes o direito sobre ela. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feito em 2004 em 580 abrigos do país revelou que 88% das 19 373 crianças não estavam aptas a adoção porque continuavam legalmente ligadas aos pais. O juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho, do Tribunal de Justiça de São Paulo, explica: "Não podemos privar a família de criar o filho porque é pobre. Esgotamos as tentativas de reestruturá-la para que possa receber a criança de volta". Para isso, recorrem à rede social de apoio do poder público e de ONGs. No mar de entraves com que essas iniciativas navegam, as soluções levam tempo. "Assim, a criança 'envelhece', passa da idade procurada pelos adotantes", diz Lídia." Em "Mitos e Verdades no Processo de Adoção" Lídia Weber "nos leva a uma discussão reflexiva sobre os mitos, medos e preconceitos presentes no processo de adoção no Brasil.
Mito Filhos adotivos sempre têm problemas.Verdade O filho adotivo não tem dificuldades na escola, nem com a educação ou relacionamento afetivo. Mito Pais adotivos preferem não revelar a adoção para o filho.Verdade Pais adotivos contam sobre a adoção, mas não gostam de falar sobre isso com freqüência com seu filho.Mito Filhos adotivos sempre pensam na família de origem e querem conhecê-la.Verdade Ele não quer ter muitas informações nem conhecer a família biológica, mas quer conversar sobre a adoção. Mito Escolher a criança a ser adotada facilita o vínculo afetivo.Verdade A escolha da criança não determina maior ou menor qualidade no relacionamento afetivo. Mito A motivação para a adoção é sempre a infertilidade.Verdade 63% dos adotantes adotaram por infertilidade e 37% alegaram motivações altruístas. Mito A motivação para adoção é fundamental para o sucesso da adoção e adoções "por caridade" não dão certo.Verdade A motivação (altruísmo ou infertilidade) não determina melhor relacionamento afetivo.Mito Somente pessoas ricas podem adotar.Verdade Há adotantes em todas as faixas econômicas, mas há predomínio de pessoas com melhor poder aquisitivo e melhor condição sócio-cultural. Mito Pessoas mais esclarecidas são menos exigentes e têm menos preconceito.Verdade Adotantes de menor poder aquisitivo e nível sócio-cultural são os que mais fizeram adoções altruístas e apresentaram exigências menores em relação à criança. A proporção de pessoas das religiões espíritas e protestantes é mais alta entre os adotantes do que na população em geral.Mito Os adotantes preferem bebês recém-nascidos.Verdade Sim, 71% adotam bebês com até 3 meses e com leve preferência por meninas de cor branca e saudáveis. Mito Adotar deve ser natural e não é preciso preparação especial.Verdade Os adotantes e filhos adotivos afirmam que é fundamental ter uma preparação para a adoção.Mito Atualmente as adoções são através do sistema legal.Verdade 52% das adoções são legais (Juizados) e 48% informais (registro da criança como filho biológico).Mito Filhos adotivos com a cor de pele diferente têm mais problemas em relação à discriminação.Verdade A cor da pele da criança adotada não traz maior discriminação ou tratamento preconceituoso. Mito Pais com filhos biológicos e adotivos têm sentimento maior pelos biológicos.Verdade Famílias por adoção sofrem discriminação quase sempre da extensão familiar e dos amigos. Mito É melhor a criança adotada não saber de sua adoção.Verdade Pais e filhos biológicos afirmam que o tratamento é igual, mas os adotivos dizem que, às vezes, os biológicos têm melhor tratamento. Mito É melhor não falar muito do assunto com o filho adotivo para não potencializar a importância da origem.Verdade Problemas encontrados nas famílias: na ocorrência de revelação tardia (após os 6 anos) ou feita por terceiros. Mito Adotantes que optaram pelo processo legal têm opinião positiva sobre os Juizados.Verdade Tanto os que fizeram adoções legais quanto informais têm imagem negativa dos Juizados. Mito Filhos adotivos têm dificuldade em amar seus pais adotivos.Verdade 92,5% dos filhos adotivos afirmaram amar seus pais e os pais adotivos citam "ser afetivo" como o principal atributo em seus filhos adotivos.
Pais adotivos por ato de nobreza contam sobre a adoção, mas por amor não gostam de falar sobre isso com mais freqüência com seu filho. 63% dos adotantes adotaram por infertilidade que lhes causou sentimento de fracasso, frustração, etc; a adoção é um ato de compensação e 37% alegaram motivações altruístas, um ato de nobreza. A motivação (altruísmo ou infertilidade) não determina melhor relacionamento amoroso ou afetivo. Sabe-se diferençar estes dois sentimentos? Adotantes de menor nível sócio-cultural e aquisitivo são os que mais fizeram adoções altruístas e apresentaram exigências menores em relação à criança, portanto ato de nobreza. A proporção de pessoas espíritas e protestantes é mais alta entre os adotantes do que na população em geral. Ato de amor? A maioria dos adotantes (71%) adotam bebês com até 3 meses e apresentam leve preferência por meninas de cor branca; rejeitam pardas e negras (por preconceito?). 25% aceitam maiores até 4 anos, brancos e saudáveis por um ato de nobreza. Por amor, alguns doentes, deficientes e negros maiores ficam para 4% dos casais. E por inconveniência, desamor e falta de nobreza pessoas chegam à vida adulta nos orfanatos e são expulsos de lá. O amor é, dentre outras coisas, devoção de uma pessoa ou um grupo de pessoas por um ideal concreto ou abstrato; interesse, fascínio, entusiasmo, veneração. Em "Construir Notícias" encontramos esta pérola de Lídia Weber: "Enquanto os técnicos dos Serviços de Adoção do Poder Judiciário no Brasil tentam criar condições perfeitas (encontrar candidatos perfeitos para bebês perfeitos), a maioria das adoções em meu país é classificada como "inadequada" pela maioria dos profissionais da área da psicologia, são adoções singulares: baseadas em mentiras (registrar uma criança como filho biológico); a motivação mais freqüente é egoísta, ou seja, é a satisfação de um desejo de maternidade; a preparação dos adotantes e das crianças é praticamente inexistente; entre outros aspectos desfavoráveis."
Obrigado pela atenção, Dácio Jaegger
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07/11/2008

Na nossa história há boas coisas, ótimas, excelentes, há ruins, péssimas, terríveis, abomináveis, exacráveis, ignóbeis e etc, etc.
Não necessáriamente nesta ordem e depois do achamento do Brasil, porque antes aqui era o paraiso, naturalmente com uma história que não deixou rastros escritos. Muito menos tradição oral, salvo lendas articuladas para explicar origens de elementos da natureza.

Na obra, História da Literatura Brasileira, de Massaud Moisés, localizada através o Google, no endereço abaixo, em PDF, nas páginas 36 e 37, li referências sobre Cartas do Brasil, do Padre Manoel da Nóbrega. Dentre elas, uma pequena dizia a seguinte pérola sobre os padres que viviam no Brasil em sua época: “e que não eram bons sacerdotes, pois ‘é a escória que vem de lá’”: Massaud trouxe para os rodapés daquelas páginas o que escreveu Nóbrega, extraída da publicação Cartas do Brasil, da Academia Brasileira de Letras, de 1931:

“Os clérigos desta terra têm mais ofícios de demônios que de clérigos: porque, além de seu mau exemplo e costumes, querem contrariar a doutrina de Cristo, e dizem publicamente aos homens que lhes é lícito estar em pecado com suas negras, pois que são suas escravas, e que podem ter os salteados, pois que são cães, e outras cousas semelhantes, por escusar seus pecados e abominações, de maneira que nenhum Demônio, temo agora que nos persiga, senão estes.”
http://books.google.com.br/books?id=3X6hu3e3KbUC&pg=PA121&lpg=PA121&dq=hay+amigo+para+amigo&source=web&ots=vkZPlg70EH&sig=a6H-UlCw9LXiVW5o_VbZCtduyFQ&hl=pt-BR&sa=X&oi=book_result&resnum=8&ct=result#PPP1,M1
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26/10/2008

Cara amiga, caro amigo, um convite está representado pelo vocábulo Palimpnóia neste cartão. Indo por ali pelo apertar de um botão aí, um clique aqui, não irá voar nas asas do vento, viajará pelas entranhas das máquinas sem ser deglutido. Instantaneamente você chegará num lugar límpido, habitado por poucos seres humanos. Destes você extrairá e se entrosará com o que cada qual estará contando sobre um cotidiano pessoal, regional ou de âmbito nacional, quiçá mundial. Predomina a alegria. Em tudo haverá motivo para se regalar. Vamos lá depois de ler sobre o poeta M B O e deixar sua impressão?
Esta publicação faz parte da blogagem capitaneada pela Lunna do Acqua
À Ilha de Maré
Após descoberto, o Brasil mostrou que era uma “ilha” de fartura em relação à Europa cuja produção de alimentos era em escala de produção nos meses quentes para usá-los nos meses frios. O que não acontecia no paraíso tropical, que deixava os estrangeiros boquiabertos e prontos a ingerir nossas frutas, folhas, sementes e raízes cultivadas ou extraídas pelos nossos índios. Em uma poesia com 330 versos Manuel Botelho de Oliveira, da qual extraí 32 canta as maravilhas que nos chegaram até hoje e fazem parte da culinária.
Aqui um fragmento em linguagem não corrigida.
...os cândidos inhames, se não minto, podem tirar a fome ao mais faminto. As batatas, que assadas, ou cozidassão muito apetecidas;delas se faz a rica batatadadas Bélgicas nações solicitada.Os carás, que de roxo estão vestidos,são lóios dos legumes parecidos,dentro são alvos, cuja cor honestase quis cobrir de roxo por modesta.A mandioca, que Tomé sagradodeu ao gentio amado,tem nas raízes a farinha oculta:que sempre o que é feliz, se dificulta.E parece que a terra de amorosase abraça com seu fruto deleitosa;dela se faz com tanta atividadea farinha, que em fácil brevidadeno mesmo dia sem trabalho muitose arranca, se desfaz, se coze o fruito;dela se faz também com mais cuidadoo beiju regalado,que feito tenro por curioso amigogrande ventagem leva ao pão de trigo.Os aipins se aparentamcoa mandioca, e tal favor alentam,que tem qualquer, cozido, ou seja assado,das castanhas da Europa o mesmo agrado.O milho, que se planta sem fadigas,todo o ano nos dá fáceis espigas,e é tão fecundo em um e em outro filho,que são mãos liberais as mãos de milho...
Nascido em 1636 e falecido em 1711, baiano de Salvador era de família abastada, estudou direito na Universidade de Coimbra. Fez carreira na Bahia, advogou, foi vereador, poeta barroco, termo que significa "pérola imperfeita" ou por extensão jóia falsa. O Barroco foi um período estilístico e filosófico da História da sociedade ocidental, ocorrido desde o século XVI até ao século XVIII, inspirado no fervor religioso e na passionalidade da Contra-reforma. Mais conhecido por ter-se tornado agiota, foi capitão-mór dos distritos de Papagaio, Rio do Peixe e Gameleira, cargo obtido em função de empréstimo de 22 mil cruzados para a criação da Casa da Moeda. Sua primeira obra impressa foi Hay amigo para amigo escrita em 1663 e publicada em Coimbra. Principal obra é a coletânea de poemas em português, espanhol, latim e italiano, Música do Parnaso, escrita em 1705 e publicado em Lisboa.Na obra, destaca-se o poema À Ilha Maré, com 303 versos e vocabulário típico dos barrocos, e um dos primeiros a louvar a terra e descrever com esmero a variedade de frutos e legumes brasileiros, lembrando sempre a inveja que faria às metrópoles européias.

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16/10/2008
Adoção no Brasil Câncer de Mama Poesia
Câncer, palavra maldita? Não, é uma palavra que assusta, seja homem ou mulher. Há alguns relatos no passado que se referem à doença que foi descrita primeiro na mulher e justamente em mama. Hipócrates, 460-370 a. C., descreveu uma forma de “cura” praticada entre os Cítias, um povo que vivia ao norte do Mar Negro, hoje território da Rússia. O tratamento da lesão: a paciente com a mama em chagas vivas era levada pelos familiares ao cirurgião; este lhe dava vinho para beber. Quando começava a ficar tonta, era colocada em uma cadeira e amarrada com os braços para trás e as pernas atadas às do assento. Mais vinho até que ficasse embebedada próximo do coma alcoólico. Numa pequena fornalha, ficava uma espada de cobre que era levada ao rubro. Esta era usada pelo “médico” para extirpar a mama por queimadura. A alta temperatura separava os tecidos e ao mesmo tempo cauterizava artérias e veias, impedindo sangramento. Apesar do álcool no cérebro, a paciente sofria muita dor. Era lavada a ferida e a seguir usavam-se ungüentos e essências, cobrindo-a com bandagens de linho, importadas do Egito. (Informação que encontrei no livro Plastic and Reconstructive Surgery of the Breast - Ed.1976). Um cirurgião americano, Halsted, publicou em 1882 uma técnica de extirpação radical que durante 70 anos tornou-se padrão de tratamento de câncer de mama. A ferida era vertical, ia da clavícula passando pelas costelas até o rebordo costal, a cicatriz final era larga, de péssima qualidade, mas era o possível. E neste período não havia medicação quimioterápica ou radioterápica. As pacientes mutiladas sobreviviam por alguns anos dependentes do tipo de câncer e do seu grau de avanço. Nos anos 1950 a cirurgia plástica começou timidamente a reconstruir mamas. Depois da Segunda Guerra Mundial surgiu a radioterapia e depois a quimioterapia; a este arsenal, pelo final do século XX juntou-se a hormonioterapia. Recentemente acena-se com mais uma arma que é a vacina desenvolvida a partir de DNA para tumores positivos, para um tipo particular de câncer, denominado HER2. Com alguns tipos da doença que conferem maior sobrevida, as pacientes passaram a se beneficiar de melhores técnicas de reconstrução mamária, de início com uso de próteses, ultimamente com uso de retalhos cutâneos musculares, sem ou com prótese. Praticam-se os dois procedimentos atualmente. Pesquisadores no mundo inteiro, mulheres e homens, dedicam o melhor de suas vidas na busca incessante para o total domínio sobre o câncer. Mulheres que se cuidam e se previnem são as melhores aliadas na batalha. Sem elas fica mais difícil. Mãos dadas cercarão e eliminarão o flagelo num futuro próximo.
Georgia e eu começamos a ter problemas para manter a lista dos amigos que querem participar da Blogagem Coletiva da Adoção de Crianças e Adolescentes. Desconfigurações no html e encompridamento da lista nos levou à criação de locais exclusivos Aqui ou também Aqui.
Por favor confira se seus links estão certinhos.

Escrito por Dácio Jaegger às 12h44
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12/10/2008


Geórgia, do blog Saia Justa, comentou e sugeriu uma blogagem coletiva sobre adoção no post “Se achamos que adoção é fácil continuemos lendo” . Acatei muito honrado a parceria e nas trocas de e-mails sobre o tema ela me contou uma história que publica no seu blog; resolvi contar uma onde a “adoção” foi há muitos anos da seguinte forma.
“Cidade de interior, um casal com seis filhos, nasce o sétimo, o sexto com um ano de idade. A quinta, uma menina de oito anos. A mãe, Cynara, remediada e debilitada, sem empregada, com dificuldades de aleitamento teve a oferta de ajuda de uma comadre de posses, que também mobilizou uma ama de leite. A comadre, cujo marido era juiz de paz, propôs cuidar do afilhado em sua casa. Estes não tinham filhos. Passaram a fazer as despesas totais do afilhado, e assim durante um ano, dois, três. O marido de Cynara arranjou um emprego melhor em outra cidade para onde levou a família. A comadre convenceu a mãe de seu afilhado a deixá-lo com ela. Nos anos seguintes as visitas mútuas ocorriam várias vezes a cada ano. A amizade era consubstanciada por presentes e mais presentes em forma de roupas, sapatos, brinquedos, etc. Filhos crescendo, despesas maiores, o marido de Cynara, Afrânio teve que arranjar trabalho melhor remunerado, por azar, em cidade mais distante e dali com muitas incursões para outras. As visitas das famílias rarearam. Uma ocasião foram comunicados que o afilhado estava matriculado num colégio importante e caro em regime de internato. Ficaram tristes e logo felizes: era o único que seguiria carreira. Aos 18 anos foi para uma Academia. Sua mãe biológica passou a desconfiar de algo errado. Conseguiu ir à Academia e descobriu que seu filho Fernando estudava lá, mas não tinha os sobrenomes da família. Não pôde vê-lo. Ele não quis. Foi ao cartório da cidade de nascimento e lá constatou que ele era filho legítimo dos compadres, os quais não a receberam mais; capangas não permitiam. Seu marido não dava a mínima. Seu filho havia sido furtado na cara de pau, deixando-a numa amargura constante durante o resto de sua vida."
Falamos na impressionante quantidade de 80 mil crianças que o Brasil tem nos orfanatos à espera de adoção, não por falta de pais adotivos, mas porque a burocracia é grande demais, e lembrando que adotar uma criança é um sentimento de nobreza e quem pensa em adotar pode ter vivido uma história muito triste ou pela perda de filhos ou porque um dos cônjuges não pode tê-los; sabendo que a fila de espera nos corredores da burocracia é enorme e apesar de vários sites e ONGs agirem na área, verificamos que blogueiros pouco tocam no assunto. Combinamos convidar amigos para a blogagem coletiva e saímos em campo, ela na Alemanha e eu no Brasil. Enviei-lhe a notícia, neste link, do projeto aprovado na câmara sobre o tema Adoção, que foi encaminhado ao Senado para revisão.
Para a Blogagem Coletiva o convite é que haja depoimentos de quem 1) adotou uma criança. 2) Quem pensa em adotar. 3) Como foi o seu contato com a entidade X criança X você. 4) Quais as dificuldades enfrentadas até a reta final. 5) Você, parente ou amigos estão no corredor de espera para a Adoção? 6) Gostaria de discutir o assunto mesmo que não queira adotar uma criança? 6) E como vê toda essa situação na sociedade em que vivemos?
A data para a blogagem será na semana de 10 a 15 de novembro. Assim teremos uma semana inteira para escrevermos e interagirmos sobre o tema: Adoção de Crianças e Adolescentes. Vamos em frente? A lista das adesões dos blogs estão no post acima.
O selo pode ser salvo em Meus Documentos e dali levado para sua área de post em Inserir Imagem ou algo parecido. Pode ser dimensionado à vontade.

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29/09/2008
Se achamos que adoção é fácil continuemos lendo
O governo brasileiro, os juizados, desconhecem o número de adolescentes e crianças que vivem nos abrigos do Brasil. A A M B acredita que sejam 80 mil meninos e meninas. Como vivem? E suas famílias? Quem tem todas as respostas? O que elas mais querem é uma família, ou não? “Histórias de adoção onde filhos se revoltam contra pais ou de filhos adotivos que abandonam suas casas e coisas desse tipo são tão comuns quanto em famílias constituídas biologicamente. Considerar que “um filho é bom por ser ele filho biológico” ou que “um filho é mau por ser ele filho adotivo” significa uma permeabilidade aos mitos advindos da cultura da adoção; significa estigmatizar a adoção e desconsiderar seu potencial criativo; significa descrer na possibilidade de exercer a maternidade e a paternidade por via da adoção. (Mário Lázaro Camargo é psicólogo, mestre em Psicologia pela Unesp)” “Em caso de adoção, em campo de busca aberto, no perfil solicitou-se menino ou menina de até 5 anos". Chamados, o casal para ver um garoto de 7 meses, houve paixão na hora",. Dois meses depois, quanto o casal já estava firmando vínculo com a criança, a mãe biológica reapareceu. O final feliz não virá O juiz decidiu manter o bebê no abrigo e estudar o perfil psicossocial da mãe. Não há prazo para finalizar uma análise para adoção e os candidatos manterão sua angústia.” “A psicóloga Lídia Weber, em sua tese de doutorado na Universidade Federal do Paraná, (http://claudia.abril.com.br/materias/2331/?pagina2) aponta as razões de demora. Uma delas, a exigência do adotante. Ouvindo 400 famílias em 17 estados, ela verificou que 85% assumiram bebês de até 2 anos. "O limite de idade é maior que a preferência pela cor da pele", observa. Em agosto passado, das crianças liberadas para adoção e mantidas em abrigos paulistas ligados a ONGs e igrejas, 1 042 estavam com mais de 12 anos ou tinham irmãos, que a lei não separa. Estrangeiros aceitam essas condições. Hoje, há 40 mil franceses e 18 mil italianos na fila, mas só entram no páreo após os brasileiros abrirem mão. A medida pretende conter a adoção internacional para garantir à criança o direito à nacionalidade. Outro fator dramático envolve a destituição do poder familiar. Com base no ECA e no Código Civil, a criança só pode ser destinada à adoção após a sentença que tira dos parentes o direito sobre ela. Um estudo do Ipea feito em 2004 em 580 abrigos do país revelou que 88% das 19 373 crianças não estavam aptas a adoção porque continuavam legalmente ligadas aos pais. O juiz Reinaldo C.T. de Carvalho, do TJ-SP, explica: "Não podemos privar a família de criar o filho porque é pobre. Esgotamos as tentativas de reestruturá-la para que possa receber a criança de volta". No mar de entraves com que essas iniciativas navegam, as soluções levam tempo. "Assim, a criança 'envelhece', passa da idade procurada pelos adotantes", diz Lídia. Em http://www.filhosadotivosdobrasil.com.br/procura.htm no site Filhos adotivos do Brasil, até hoje, 28/09/08 409 brasileiros procuram pais, filhos e irmãos biológicos, alguns localizados para felicidade familiar. Exemplos: Vera Carvalho Lopes – 406, procura seu pai biológico. Sua mãe se chama Iracema C. de Carvalho. Segundo Vera, se seu pai estiver vivo, deve ter aproximadamente 70 anos. Caio Flavio Jacobus- 63Procuro minha mãe biológica, seu nome é Helena Simack. Fui adotado por uma família do interior do estado, e descobri o nome de minha mãe biológica recentemente. Maria Salete da Silva 123- Procuro por irmã biológica entregue a adoção em 1972. Rose Sueli Back Horn 254 – Gostaria de conhecer os meus pais biológicos. Fui adotada com 15 dias. Hoje tenho 40 anos, tenho três filhos.
Cíntia Roza Gomes da Silva 169 –Amo meus pais adotivos, amo tanto eles que tenho medo de dizer às vezes o que penso a respeito, afim de não magoá-los. Sonia Palmeira 396 Eu e minhas irmãs estamos procurando por dois irmãos biológicos que foram dados para adoção. Ninguém sabe informar nada sobre a minha mãe biológica, pois a minha mãe de criação já faleceu e ela seria a única a me dar maiores informações. Laure Bacquias - 265 – França, Paris -Me chamo Laure Bacquias e tenho 20 anos. Fui adotada por uma família francesa quando tinha apenas 3 meses de idade. Já faz algum tempo que estou buscando minhas raízes: estive com os meus pais adotivos na minha cidade natal no dia do meu aniversario de 18 anos e lá tentamos saber um pouco mais da minha história, sem muito sucesso, pois o que me informaram é que eu não tinha o direito de olhar o meu próprio processo de adoção. Nasci em Vitória da Conquista dia 10/08/1987 no hospital regional Crescêncio Silveira. Minha mãe biológica chama-se Elizete Vieira Silva e no que consta ela era menor na época (pois nascida em 1973) e que logo após o meu nascimento, ela foi para São Paulo. Infelizmente eu não falo português e uma amiga brasileira esta escrevendo este e-mail para mim. Por sinal, o e-mail de contato também é dessa amiga, a fim de facilitar a comunicação. Luiz Augusto da Silva Freitas – 409 - Procura seu filho biológico. Nascido em 22/02/91, no Hosp. São Sebastião, em Turvo-SC. Indio Silveira Nunes da Silva – 055- Estou a procura de minha mãe biológica. Tenho leucemia e estou à procura dela, pois gostaria muito de conhecê-la. Sou casado e tenho dois filhos. Sabemos que ela é natural de Santa Rosa - RS.
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21/09/2008
Carta à Adelaide Amorim do Blog Umbigo do Sonho
Vc disse no comentário do post anterior: “uma coisa me incomoda muito: por que haveria embriões descartáveis? Essa sobra de gente que nem chegará a nascer é resultado de algum critério equivocado na reprodução in vitro, que não estabelece limites legais?” Advogando a causa espero ajudá-la a livrar-se do incômodo... rs.
Veja, a cada mês a hipófise manda sinais químico-biológicos aos ovários iniciando-se o amadurecimento de um óvulo que desprendido é recolhido pela trompa de Falópio. Daí é levado ao útero por ação de cílios ou fímbrias num movimento ondulatório como de um trigal, ao sabor dos ventos. Poderá encontrar-se com um ou mais espermatozóides e dar início à criação de um ou mais seres, no caso um humano.
Pode se reproduzir a fecundação in vitro, por ação médica. A coleta de um só óvulo torna difícil seu aproveitamento. Pode não ocorrer a fertilização, por várias razões. E só poderia ser repetido daí um mês e assim sucessivamente. As despesas caras desestimularam. O básico é o não desperdício de dinheiro, esperança, amor, tempo, etc.
O que se faz? Induz-se o amadurecimento de vários óvulos. Todos são removidos dos ovários e levados a uma placa especial com nutrientes para que neles sejam inseridos espermatozóides do marido ou de um doador. A placa é colocada em uma estufa à 37o C com 5% de CO2 que simula o ambiente das trompas. No máximo quatro pré-embriões -de acordo com o Conselho Federal de Medicina- poderão ser transferidos, ao cabo de 48 horas, para o útero materno. Com esta restrição diminui em muito a taxa de gravidez múltipla, comum no início da técnica. Daí para frente, os agora “ovos”, aninhados no útero, automaticamente irão para os desdobramentos normais de toda a criação. Ponto para a ciência.
Supondo que a qualquer momento nenhum dos implantes funcione, a reserva de x embriões congelados será usada para nova tentativa. Caso contrário, ao final de três anos, serão descartados, ao rigor da lei, ao sabor de religiões, crenças ou filosofias, portanto interrupção da vida humana. Um ato abjeto que, no entanto, tem amparo legal. Podemos falar em assassinato consentido!? Não há juízo de valor para manter indefinidamente, embriões que com 48 horas de vida tem apenas quatro células. Nosso corpo na média é constituído de 100 trilhões delas.
Homens/mulheres com certa incapacidade que desejam dar continuidade a seus corpos/almas induziram cientistas a tornar o sonho possível, estes que a tudo enfrentam no intuito de dar mais sentido à vida dos outros, de corrigir erros de percurso da natureza ou provocados por tragédias, por que barrar os atores? Acredito que não é lícito vetar a esperança de andar com os próprios pés ou usarem as mãos devido a lesões medulares. Penso que não devemos negar a humanos com cérebros vitimados pela decadência celular, ou patologias no fígado, pâncreas e outras glândulas e muitas outras necessidades a sua redenção no aproveitamento ético das células tronco dos descartáveis embriões?
dácio jaegger
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11/09/2008
Passamos pela zona de sombra

Com a ajuda de seis votos contra cinco no S T F.

Vinte e nove de maio de 2008, data marcante, primeiro para os que dependerão das células tronco para curar-se de doenças incuráveis, segundo para os que patrocinam as tremendas despesas na manutenção de sobrevida. Digo em termos de Brasil, porque outros países antes de nós foram céleres. O Brasil foi o 26º país do mundo a permitir as pesquisas com C.T. agora entre Estados Unidos, Canadá, Japão, Finlândia, Grécia, Suíça, Reino Unido, Israel e outros.
A Associação Médica Brasileira, consubstanciada na A. M. Mundial entre outros itens afirma que:
1) As células tronco podem ser retiradas tanto de tecidos adultos quanto de sangue do cordão umbilical, que não oferecem dilemas éticos; porém são menos específicas.
2) Também podem ser obtidas a partir de embriões, mas seu uso é um problema ético;
3) O embrião humano tem status ético específico não comparável a nenhum material biológico usado para pesquisas;
4) As pesquisas interessam à comunidade científica, à medicina em geral e à sociedade;
5) Esclarece que a fertilização “in vitro” produz mais embriões que o necessário, sendo utilizados alguns resultando numa sobra que não utilizada em tempo útil leva à sua destruição. Destruição. Porque destruí-los se podem ser úteis, em pesquisas?
6) Em outros países os embriões em excesso são utilizados em estudos, mas a produção deles com apenas este propósito é proibido. Legisladores de vários paises tratam de maneira diversa tal regulação o que resulta em possibilidades diferenciadas.
7) As C.T. embrionárias poderão ser utilizadas para pesquisas em doenças humanas e para o desenvolvimento da biologia básica, portanto reconhece-se o tremendo potencial para uso terapêutico. São as mais capazes para o estudo e o tratamento de doenças degenerativas, como o mal de Parkinson e o mal de Alzheimer. Trarão avanços no tratamento da osteoporose, do diabetes, de traumas na coluna, na recuperação de áreas enfartadas no coração e da visão, no caso de pessoas com problemas na retina. Chegaremos num futuro não tão remoto à remodelagem e ou modelagem de glândulas, dentes, à cura da calvície, etc.
Recomenda-se que sejam utilizadas sempre que possível, C.T. de doadores vivos. Quando de embriões, daqueles que serão descartados após produzidos para fertilização “in vitro” – estes embriões. terão para suas C.T. uma sobrevida gloriosa. Não se permitirão produção de embriões com outra finalidade. É exigível que se siga as orientações éticas e o regramento legal vigente. Mais um ponto para a inteligência brasileira que soube explicar, convencer, acatar e determinar o que alguns letrados que usam antolhos pensavam impedir, como legítimos representantes do obscurantismo político-religioso nacional. Vade retro! Viva o povo brasileiro!
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24/08/2008
Olimpíadas, esportes, vitórias, derrotas e à margem deles...Com a ajuda de http://www.birafitness.com/histdasolimpiadas.htm
Registros de 764 a. C. em cerâmica falam de jogos com oferendas a deuses na região de Olímpia que evoluiram por quase um século com introdução de várias modalidades esportivas que foram se desvirtuando em longas orgias e bacanais de pouca conotação esportiva até que Teodósio I, no século V d.C. acabou com elas. As olimpíadas foram ressuscitadas por Pierre de Coubertain em Atenas em 1896. Em St. Louis, em 1904 o primeiro escândalo de olimpíada, Frei Los, o primeiro a cruzar a linha de chegada da maratona, usou um automóvel, durante o percurso, que só foi descoberto pouco antes da entrega dos prêmios.Em Londres 1908, um italiano Pietri Dorando, entrou errado no estádio na chegada da maratona, teve de voltar para cumprir a reta final, não resistiu, caiu e foi ajudado pelos juizes, chegando em primeiro lugar. Foi desclassificado, porém ganhou uma taça de ouro da rainha Alexandra. Estocolmo, 1912-O índio norte-americano Jim Thorpe, foi campeão do pentatlo e do decatlo. Dois anos depois, por exigência do próprio Comitê Olímpico dos EUA, suas medalhas de ouro foram cassadas pela acusação de ser um profissional - por ignorância, havia recebido vinte dólares para jogar por uma equipe de baseball, um ano antes dos jogos. Em Antuérpia em 1916 os VI jogos olímpicos não foram realizados por causa da 1ª guerra mundial, mas foram contados. Os VII jogos realizaram-se na mesma cidade em 1920 e de especial daí para a frente, o juramento olímpico passou a fazer parte da cerimônia de abertura. Em Paris, 1924 -Johnny Weissmuller - que seria, como ator, o mais famoso Tarzan do cinema - ganhou suas primeiras primeiras medalhas de ouro na natação. Pela primeira vez vários eventos foram transmitidos ao vivo por rádios da Europa e EUA- Amsterdã, 1928 instituiu a chegada da tocha olímpica e o acender de uma pira na cerimônia de abertura. Los Angeles, 1932 -Acusado de profissionalismo, Paavo Nurmi foi impedido de tentar sua 4ª Olimpíada como campeão. Berlim, 1936- Os jogos transformaram-se num gigantesco instrumento de propaganda nazista com Hitler acompanhando de perto todos os detalhes da organização. Helsinki, 1952 - A URSS ingressa no mundo olímpico, estendendo ao campo do esporte, a "guerra fria". O maior nome dos jogos foi Emil Zatopek, apelidado de "a locomotiva humana". Tóquio, 1964 -Yoshinori Sakai, o atleta japonês que carregou a tocha olímpica na abertura, em Hiroshima no exato dia em que ali foi atirada a bomba atômica. Os japoneses o usaram como seu símbolo. Cidade do México, 1968 -300 mil estudantes e professores entraram em greve e, dez dias antes da festa de abertura, tropas do governo abriram fogo contra milhares de manifestantes matando centenas de jovens. Registrado o primeiro caso de doping: álcool. Munique, 1972 -Tragédia: o seqüestro e assassinato de 11 atletas de Israel por membros do grupo terrorista árabe Setembro Negro. Moscou, 1980 -Os jogos foram marcados pelo boicote proposto pelos EUA em protesto contra a invasão do Afeganistão pelos soviéticos. Não compareceram a Moscou delegações da Alemanha ocidental, Japão e vários outros países. Los Angeles, 1984 -Os jogos foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. Seul, 1988 -Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento. Barcelona, 1992 -Os Jogos foram realizados ainda que encontrasse o país-sede dividido entre espanhóis e catalães, exigindo o hasteamento de duas bandeiras e entoação de dois hinos diferentes na abertura. Atlanta, 1996 -Os 100 anos do Movimento Olímpico foram comemorados com a submissão dos membros do C O I à máquina norte-americana da Coca-Cola.. No campo das emoções, o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell foi para o último salto contundido, mancando. Caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção, e nunca mais competiu. Uma explosão de uma bomba no Parque Olímpico fez Richard Jewell, policial, virar duas vezes notícia. Quando a bomba explodiu, resultando na morte de duas pessoas, ele tornou-se celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dois dias depois foi preso por ter colocado a bomba. Sydney, 2000 -Obras grandiosas em estilo futurista. Nikki Webster, menina de 13 anos, personagem central do espetáculo, simbolizou na praia, com aborígenes, um sonho que se transformara em lendas e história da Austrália. Os Australianos deram um espetáculo inesquecível de competência, amor ao esporte e cidadania.
. O velocista brasileiro Sanderlei Parrela foi liberado para disputa, depois de ter sido pego no exame antidoping. O nadador Eric Moussambani, da Guiné Equatoriana, tornou-se um símbolo. O atleta de 22 anos participou da 1ª eliminatória, bateria disputada com dois nadadores com os piores tempos, que queimaram na largada.. Sozinho na piscina, nadou ida e volta lentamente, mostrando a habilidade de quem aprendeu a nadar seis meses antes. Na competição foi primeira vez que nadou numa piscina de 50 metros. A cada braçada, os espectadores não paravam de aplaudir. Terminou nadando “cachorrinho” para não se afogar.. Ao sair da piscina, exausto, foi tratado pelo público como se fosse um dos campeões da casa. Maurren Maggi, brasileira, sentiu uma fisgada na coxa direita no começo de sua arrancada e sequer chegou a realizar o salto.
O britânico Chris Maddocks, com problemas no tendão-de-aquiles completou a marcha atlética dos 50 km uma hora depois do campeão. Foi aclamado pelos 94 mil espectadores do estádio. A queima de fogos, em tempo real que começou sobre o Estádio Olímpico prosseguiu até a Baía de Sydney, cruzando os céus da cidade por mais de trinta minutos, encerrou a cerimônia. Atenas, 2004 -Os jogos transcorreram sob o medo do terrorismo, pós derrubada das torres do World T Center. O atirador Matthew Emmons liderava a carabina três posições 50 m quando fez uma trapalhada. No último tiro, acertou o alvo de um vizinho. Perdeu. Na maratona, o ex-padre irlandês Cornelius Horan, derrubou o brasileiro Vanderlei C. de Lima, quando ele liderava a prova. Terminou em terceiro lugar. A Argentina quebrou um jejum de 52 anos sem ouro olímpico. Pequim ou Beijing -2008, a capital mais poluída do mundo, sem céu, paralisa fábricas poluidoras no entorno da cidade, derruba bairros inteiros sem indenização a muitos moradores, constrói o mais bonito estádio do mundo, o Ninho de Pássaro, o Cubo d’água, parque aquático, manda prender milhares de chineses que cospem ao longo das calçadas junto aos prédios (de longe parece um regato), engana o mundo com pegadas de fogos de artifício feitas dias antes, declara que quem canta o hino da China é uma menina feia e não a modelo (que maldade!) Feng Kun, Yang Hao, Liu Yanan, Li Shan e Wang Lina, titulares do volei chinês fazem propaganda da cerveja Yanjing. O gigante Yao Ming, é garoto-propaganda da concorrente Tsingtao, (álcool,um doping). Até Liu Xiang, atleta dos 110 m com barreiras que, machucado, não entrou na disputa, anuncia os cigarros Baisha. As preciosidades exóticas da comida chinesa (tidas como dopings) são afastadas de toda a área de competição. Pobre chinês não vê olimpíadas nem pela TV. Milhões de chineses ficam sem água que foi desviada para Beijin. Turista comprou no Mercado da Seda por 80 euros (R$ 192) um terno pirata Giorgio Armani, que ele espera que sobreviva à primeira lavada. Afinal, a máquina fotográfica que adquiriu na semana passada já pifou. O quarto de hotel mais barato custa R$ 960,00. Compra-se bilhetes falsos nas proximidades do ginásio das mãos de cambistas, atividade que é crime na China. O turismo na Pequim olímpica se apresenta como uma corrida com vários obstáculos. E olha que além de polícia há espiões do governo por todos os lados. Mas é inegável que venceu o espírito esportivo, em que pese a inexistência dos direitos políticos que tanto gostamos.
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02/08/2008
Agradeço de coração aos amigos que sentiram minha ausência em seus blogs e vieram me visitar. Alertando buscaram tirar-me de uma aparente letargia.
Um somatório de situações de várias cores tomou o tempo de tal forma que sempre que pensava chegar até aqui ou mais além, já estava vencido pelo cansaço. Restava dormir para recomeçar no outro dia. Obrigado pelos toc-tocs e palavras de carinho. Beijos e abraços.

Há seres humanos que não são como outros bichos, são piores.


Terrível!
Há uma fila de pessoas, cada qual em sua casa ou em um hospital a espera de um órgão, seja um fígado, pulmões, um rim que possa ser colocado em seu corpo para substituir seu congênere doente que está em fase terminal.
Toda uma população sadia não lhe serve para tal, salvo o fato de representantes fazerem parte de vasta equipe desde motorista, eletricista, gari, segurança, enfermeiro, médico clínico e cirurgião que àqueles poderá ter a grande influência de aumentar-lhes o período de vida com um transplante de órgão.
Para isto, ironia de destino, é necessário que alguém cheio de vida, vendendo saúde, preferencialmente jovem seja vitimado por acidente de carro. Que morra rápido ou sobreviva por algumas horas para que no mínimo suas córneas e ou um dos órgãos vitais lhe sejam removidos e com o consentimento da família sejam doados a uma organização governamental que aproveitará de bom grado para os primeiros das filas de cada órgão se houver compatibilidade entre si.
Mal ou bem a fila andava trôpega, porque a tal necessidade de compatibilidade deixava algum paciente receptando a ver navios que acabava sendo alcançado pela morte que não havia matado um alguém ideal. Imagine-se a dureza de lamentar-se porque morrem poucos; triste o pensamento que clama pela desgraça de um desconhecido, que Deus o perdoe por pensar assim, mas ele sabe o que faz.
Pior, descobrir-se que em apenas um mês, de uma lei apelidada de Seca, a situação dos doentes piorou sensivelmente. A lei, segundo Carlos Varaldo, presidente do Grupo de Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite B e C ocasionou uma queda de captação de órgãos de 50%. Disse ele textualmente no O Globo: “Não sou contra a lei, muito pelo contrário. Mas é fato que houve queda no número de acidentes e isso diminui a chance de captação de órgãos.” Comenta sobre a Operação Fura Fila da Polícia Federal que prendeu uma quadrilha de médicos (mérdicos) do Rio que vendiam órgãos por centenas de milhares de reais: “Com estas notícias as doações serão mais difíceis ainda e agora não mais haverá uma lista de espera e sim uma lista de morte.”
O governo brasileiro rejubila-se pela salvação de milhares de vidas fruto da Lei Seca. Pais que esperavam um caso fatal em seus filhos, pós noitadas, agradecem a boa hora da implantação e fiscalização rigorosa da lei.
Houve um caso de um paciente de 69 anos que por seis vezes foi chamado ao Hospital do Fundão para receber um fígado. Não acontecia, com desculpas pouco convincentes para a família. Uma das vezes a mãe do doador voltou atrás dizendo que seu filho iria ser ressuscitado por Jesus. Na sexta vez foi internado e perdeu o transplante para uma mulher de 54 anos internada no hospital particular, Clínica São Vicente, por força de uma liminar. O paciente de 69 anos morreu meses depois.
Há que se revogar a lei que salva vidas dos antes imprudentes e negligentes, que está prejudicando salvamento das alheias das filas? Seria a pretensão do Varaldo?. Imagine-se o balanço geral dentro de seis meses.
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08/06/2008
K I R I B A T I
Um país que vai desaparecer sob nossas barbas e batons
Há uns vinte anos li sobre uma ilha no Pacífico que explorava uma gigantesca jazida de fosfato (indispensável como fertilizante nas culturas vegetais intensivas). Ela esgotaria e os habitantes em número de 75.000 ficariam sem seu principal insumo de exportação. Apesar da cultura de coco produzir a copra e da pesca tirarem seu sustento básico, sabia-se que no futuro mediato todos teriam que sair de lá. Era notícia de jornal e ficou na minha memória. O país Kiribati é um arquipélago de ilhas coralíneas em número de 33 atóis bem no meio do Pacífico, entre o Havaí e Fiji. É a maior nação-atol do mundo. Dividindo as ilhas existe atualmente uma linha imaginária geodésica, a Linha Internacional da Data que a tornou a república mais oriental do mundo de forma que enquanto na ilha Baikiri a capital é manhã de domingo, no mesmo instante é sábado em uma ilha há alguns quilômetros a leste. Sexta-feira, 06 de junho li no O Globo que o presidente do país Anote Tong pede ajuda internacional para evacuar o arquipélago. Surpreendeu o mundo porque em março deste ano anunciara durante 8ª Conferência da ONU sobre Biodiversidade, em Curitiba, a criação do terceiro maior parque marinho do mundo onde há mais de 120 espécies de corais e 520 de peixes em 184,7 mil quilômetros quadrados. O Aquário da Nova Inglaterra (EUA) e a ONG Conservação Internacional ajudam a criar a reserva. Elas vão colaborar com um fundo que administrará o parque indenizando o governo pela diminuição da arrecadação resultante da menor concessão de licenças de pesca, que receita fiscal. Não há jazida de fostato, eis que esgotada, Seus estoque subterrâneos de água doce vem ficando salgada pelos avanços do mar e os coqueiros morrendo pela salinização junto às raízes. Há três anos praticamente não chove. Comunidades costeiras recuaram para zonas altas que não chegam a dois metros de altura. Pontos mais altos são choupanas, casas e os coqueiros. Disse o Presidente: “-Talvez estejamos além do ponto de salvação. Estamos num momento em que talvez não seja mais possível voltar atrás, em que as emissões na atmosfera continuarão contribuindo para as mudanças climáticas, causando alterações no nível do mar que levarão nossas ilhas a sumir. Peço à Onu que providencie a emigração imediatamente: Não queremos acreditar nisso. Nos dá uma profunda sensação de frustração, mas o que fazer? A cada maré cheia temos relatos de erosões dos corais e perde-se areia retida. Sabemos que isto não ocorria no passado e as cidades costeiras que existiam há um século tem ser realocadas mais para o centro e a cerca de 1.80mt., e isto está acontecendo agora, é muito urgente.” Fico a imaginar que uma simples ressaca com ondas de 3 mt. de altura ou uma tsunami, limpará as ilhas matando os habitantes aos trambolhões, afogando no mar os que salvarem. A ilha, colônia britânica, na segunda guerra mundial foi invadida por soldados japoneses que massacram a população indefesa e que alguns meses depois foram mortos e aprisionados em três dias por tropas americanas Anos depois os americanos ameaçaram usar alguns atóis mais distantes para depositar lixo nuclear radioativo afastando turistas. Em 1996 foi preciso que o presidente da época implorasse a cessação dos planos. O Arco de Fogo de Vulcões do Pacífico anda em grande atividade e uma surpresa desagradabilíssima pode acontecer. Com a palavra os poderosos do planeta.
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31/05/2008


Para a blogagem coletiva proposta pelo Nando Damázio e Nana

Fumei dos 25 aos 31anos, jamais atingi 15 cigarros ao dia, o Hollywood; quando ansioso o normal mediava 10. Era um luxo só, elegante, fino trato, altamente recomendado nas altas rodas. Nas médias e nas baixas também era um must. Um companheiro para os momentos difíceis. Capaz de permitir abstrações.
Um dia arpoei uma tartaruga marinha, tempo em que ninguém cogitava de meio ambiente, ecologia e etc. Como fazia com outros habitantes do mar foi levada para a casa da namorada junto com peixes e lagostas daquele dia. Ao abri-la para retirar as carnes, resolvi examinar detidamente os pulmões. Rosados, limpos sem qualquer mancha espúria. Lembrei-me de pulmões de cadáveres do Instituto Anatômico, cuja origem em geral era de mendigos – de pulmões enegrecidos pelo fumo e pela poeira e gases tóxicos das ruas e avenidas - que me causaram espécie quando os estudei. Tartaruga e ser humano, um do mar, de ar mais límpido e outro da terra já bem poluído pela industria vicejante...
Continuava a fumar. Certo dia lendo uma revista de Clínica Médica deparei-me com um estudo estatístico sobre câncer de pulmão, num período de 15 anos nos Estados Unidos. Mostrava ligeira diminuição da doença em homens, algo como oito por cento, em função do combate que o governo havia iniciado, e o surgimento dela nas mulheres que em busca da independência econômica foram parar em grande quantidade no mercado de trabalho. No meio médico a queda entre os homens foi em torno de trinta e cinco por cento, porque estes em contato com os doentes que morriam em suas mãos devorados pelo câncer de pulmão vendo com seus próprios olhos botaram as barbas de molho, abandonando o vício, sem qualquer simpatia, promessa, acupuntura, substitutivo e outros engodos. E houve aumento drástico entre as mulheres médicas, que na sua maioria era ginecologista, obstetra, pediatra, dermatologista, em função do estresse emocional no envolvimento com os dramas de seus pacientes, que raramente eram acometidas pelo carcinoma pulmonar.
Lia e refletia – era estatística de pesquisas em vários estados do país, promovida por várias universidades, sabia-se da seriedade delas. Foram alguns milhões de habitantes os objetos da pesquisa. Pensei ao acabar a leitura atenciosa: - em face desta demonstração a qual não tenho meios para contradizer, não sendo um idiota, tendo uma cultura especializada no ramo da saúde, em face do conhecimento reportado, se sou inteligente é o momento de entender que o “amigo” vai matar-me sem dó nem piedade, pau nele.
Firmei meu compromisso particular, parei de fumar de estalo. E quando surgiu no mesmo dia o desejo de dar uns tragadas, simplesmente não tirei o maço de cigarro do bolso. Permaneci com ele sempre em bolso de camisa ao meu alcance, debaixo do nariz, tirava um cigarro quando um filante pedia. Ficava em rodinhas com vários fumantes. Tomava cafezinho com eles ou sozinho. Não me permiti discutir comigo a situação. Não havia dilema. Tinha parado de fumar e pronto. Jamais tive recaída. Resolvi aplicar o dinheiro que economizava, na compra de lotes de terrenos em loteamento de médio valor e ao longo de 35 anos consegui três. Mesmo comprados em tempo curto foram financiados pelo dinheiro de cada maço com seu ingresso a longo prazo cuja contabilização continua até hoje. Ficam juntos de uma chácara de minha propriedade, e são sempre mostrados quando o assunto é o malfadado, nauseabundo e matador cigarro, e não utilizados com construções albergam muitas árvores e arbustos frutíferos seqüestrando carbono (para sua utilização), liberando oxigênio para todos nós. O mesmo acontece na chácara.
Venho fazendo minha parte, porque o oxigênio que se produz nos terrenos sobra para outros.
Adendo Vencer a abstinênciaPara quem deseja parar de fumar, há diversos tratamentos e centros de ajuda. Entretanto, o ingrediente principal da fórmula para se livrar do vício é a força de vontade - e desejo de viver, afinal para quem fuma, o tempo de vida é curto.Você já ouviu falar na crise de abstinência de quem pára de fumar - o conjunto de sensações desagradáveis provocadas pela ausência da nicotina no organismo. Isso dura dois meses ou mais - perceba o sofrimento que o indivíduo causa para si mesmo ao entrar para o "clube" dos fumantes. Passado esse tempo, a chance de largar o vício aumenta.Ao ficar sem fumar, o organismo já dá sinais de agradecimento:Nos primeiros 20 minutos, a pressão arterial volta ao normal e os batimentos cardíacos também.Após duas horas, a nicotina sai da circulação sanguínea e as veias e artérias voltam ao diâmetro normal.Dois dias sem tragar a fumaça do cigarro, acarretam a recuperação do paladar e do olfato - o fumante perde grande parte desses sentidos.Depois de uma semana, a capacidade respiratória aumenta bastante, cerca de 30%. Em um ano, diminui o risco de doenças cardíacas.O organismo se recupera por completo depois de 15 anos sem fumar.*Mariana Aprile é estudante de biologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e bolsista do CnPq.

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16/05/2008
Blogagem Coletiva proposta por Andréa Motta do Blog Leio o Mundo Assim ... N I T E R Ó I A C I D A D E S O R R I S O
Você conhece outra cidade brasileira que tenha uma estátua mostrando que seu fundador foi um índio?Índio Araribóia=áraíb(tempestade)+bóia (cobra), cobra tempestade ou cobra feroz, da tribo dos temininósque ajudou os portugueses a expulsar os franceses do Rio de Janeiro.
Niterói, águas escondidas em tupi reflete a visão dos indígenas que aqui habitavam e que tanto das praias e melhor ainda dos morros e montanhas que existem no perímetro da cidade viam a enseada, hoje com o nome de São Francisco, de recorte bem pronunciado escondendo as águas do Oceano Atlântico resguardando-as dos ventos fortes e das ondas bravas. A enseada é bem recortada com várias interrupções que propiciam a existência de várias praias, a maior e mais importante, a de Icaraí, topônimo também tupi cujo significado é de águas de remanso (I= água + cará=peixe + I=água - as águas do riacho faziam um remanso pelo aterramento da foz na ocasião de ondas fortes). Ao norte desta segue-se a praia das Flechas, que brinda o cidadão com o descortínio de micro ilhotas, uma mais afastada a dos Cardos e duas rasantes à areia, a Pedra do Índio e a Pedra da Itapuca, ita=pedra + puca=furada– esculpidas pelas ondas do mar e pelo vento – são lindas.No final desta praia temos um promontório de corte abrupto, uma pequena praia e uma ilha, quase uma península, todo o conjunto com o nome de Boa Viagem, onde se juntavam os portugueses para assistirem à partida de navios, em geral para Portugal, acenando-lhes com lenços e toalhas.


Ainda para o norte vem a praia de Gragoatá, corruptela de gravatá, de carauá= folha de espinho + ta= duro, uma bromeliácea comuníssima nas encostas da época do descobrimento; a praia é limitada por um forte de defesa militar com o mesmo nome da praia.



Ao sul de Icaraí, seguindo-a outra praia recebeu o nome devido à palavra latina Charitas=caridade, inscrita na porta de um cemitério de uma ordem religiosa. Jurujuba, outra praia; decompondo: juru= pescoço, juba=amarelo- das barbas louras dos piratas franceses que de 1555 a 1564 se estabeleceram na região negociando com os nativos.


A cidade é rica em topônimos tupis em outras praias, lagoas, morros, bairros, ruas e prédios. Tem sua porção de litoral Atlântico com praias acolhedoras e bairros exclusivamente residenciais onde tem duas grandes lagoas de água salobra – recebem águas de riachos e de chuva, de alata incidência. Nelas se pesca tainhas, robalos carás, bagres e camarões. Neste litoral há três ilhas, Pai, Mãe e Menina, ótimas para a caça submarina e abrigo de várias espécies de gaivotas, seus dormitórios, porque passam o dia fora buscando alimentos nos manguezais da Baía da Guanabara, de Guá=baía+nã=semelhante+pará=mar, lugar semelhante ao mar, a grande água salgada que tem os municípios do Rio de Janeiro e Niterói confrontantes a partir da barra, e outros completando o entorno.. Voltando a falar em fortes, existe um muito famoso na entrada da barra que é a Fortaleza de Santa Cruz de vários episódios históricos um dos mais recentes ter servido de prisão a comunistas a partir da revolução de 1964; um no alto do morro, denominado São Luis além de uma casamata em caverna aberta na rocha, abrigo de munição, e na praia de mar aberto os Forte Rio Branco, e o Forte de Imbui, imbu, ymb=árvore, planta + U= água, planta que dá água. Y é rio, portanto Imbui é rio dos imbus. Estes fortes são abertos à visitação pública. A cidade tem além destas construções centenárias outras de ordem religiosa, Igreja São Lourenço dos Índios com arquitetura jesuítica do século XVII, possui um retábulo-mor, um vigoroso trabalho de talha em madeira da primeira fase dos retábulos jesuíticos considerada monumento da fundação de Niterói; Igreja de São Francisco Xavier, sua construção data do século XVII, arquitetura colonial, possui imagem esculpida em pedra-sabão, atribuída à Aleijadinho. Igreja São Sebastião de Itaipu construída no século XVII com arquitetura em estilo colonial , possui um retábulo-mor, de linhas neoclássicas, todo em talha de madeira;



Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora com arquitetura em estilo gótico e árabe, abriga o maior Órgão de Tubos da América Latina e o quinto maior do mundo. Da atualidade com um conjunto de prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer a orla da cidade a partir do centro traçou-se o Caminho Niemeyer a ser composto por 11 equipamentos urbanos: o Centro de Memória Roberto Silveira, cumprindo sua missão, a Fundação Oscar Niemeyer, o Museu Petrobras de Cinema, uma Catedral Batista, uma Catedral Católica, a nova Estação das Barcas no Centro, a Estação de Barcas de Charitas, funcionando, hidroviária que recebe catamarãs para transporte de passageiros até o centro do Rio, o Teatro Popular, uma Capela Flutuante dedicada a Nossa Senhora do Líbano, a Praça JK, entregue ao público e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o MAC, no final da Praia de Boa Viagem, num promontório que exibe-se aos olhos extasiados do visitante. Seu formato lembra um disco voador com uma base pequena está levantado do solo como se estivesse chegando ou saindo para uma viagem cósmica.

A cidade é encantadora, simpática, amável, quase sem a violência comum nas metrópoles, tanto que recebeu o epíteto de cidade sorriso há muitos anos e mantida até hoje. Apesar de estar em área metropolitana, não assumiu tal condição, gostamos de seu modus provinciano. E eu nem nasci aqui. Seu povo é o mais acolhedor do Brasil.
Sites de turismo de onde tirei as fotos: http://www.nitvista.com/ que oferece centenas de cartões para serem utilizados livremente
http://www.neltur.com.br/port/indice.htm - Oficial da cidade http://www.nitideal.com.br/ - Turismo

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06/05/2008
Enrolando a gente com papel reciclado


Usar papel reciclado artesanalmente é gratificante, pois acha o ser humano que ajuda a natureza a poupar alguma árvore por aí. É que ele pensa que ela ficará de pé nalguma floresta. Falsos ecólogos ou ambientalistas propagam isto e nós inocentes úteis embarcamos. Foi-se este tempo heróico. Hoje todo papel é fabricado a partir de florestas de eucaliptos e pinus plantadas para isto. Reciclar papel polui mais que fabricá-lo a partir da celulose das plantas. Gasta-se mais energia, água e insumos químicos. Enquanto isto uma floresta de eucalipto ou pinus fixa CO2 poluente livrando a nós e animais dele, que é porém, alimento essencial para a existência da planta. Ajuda na remoção de um dos causadores do efeito estufa. E agora? Perde-se a diversidade animal da mata que não tem o que comer numa cultura homogênea por falta de folhas, frutas e raízes adequadas, principalmente em relação ao eucalipto alienígena cujo fruto é uma piorrinha seca sem polpa, quase do tamanho de um ervilha, com apenas sementes microscópicas; ganham as abelhas para fabricarem mel de excelente odor e sabor.
Papel para imprimir ou escrever, o bom é o branco sulfite, o resto é lero-lero para boi dormir. O reciclado pode ser tão branco quanto o original, então por que aquela cor palha ou pastel tão ecológica? Pura enganação. O reciclado é fabricado branco e na sua depuração recebe corante para parecer o que é. Os fabricantes intuíram que a cor parda seria emblemática. Ele se destina principalmente a embalagens (papelão - 80% - hipercorado), fins sanitários (18%- alvejado-branco inocência) e impressão (2% - a cor do engano). Ah, tá! Sanitário, sanitas, saúde – usá-lo atrás das pudendas partes, lugar de expulsão de porção de nossa poluição interna, com fins nobres. Limpa o que fica grudadinho, ali pela mucosa, uma vez que a maior porção desce direto a céu aberto para rua ou para beirada de estrada; de um barco ou por encanamento alcança rios e lagos, mares e oceanos – aos peixes, é! Peixes comem fezes! Também se agasalha com produtos químicos nos banheiros ditos. Apesar de tudo o reciclado pode ser usado em novos processos, 8/10 vezes até que a celulose não agüente mais. As fibras celulósicas vão diminuindo no comprimento até não conseguir-se que façam a trama inicial.
O papel reciclado virou moda no Brasil, idéia macaqueada da Europa e EE UU. Muitas empresas e instituições enxergaram no seu uso uma forma de se penitenciar junto a um certo público. Seus lucros exorbitantes se dirigem a este uso porque seu cliente desinformado acha que elas fazem um uso decente, ele lê folders bem preparados- elas obtém acumpliciamento de jornais e revistas (que não usam papel reciclado). Bancos estão adorando, se acham fazendo boas ações sócio-ambientais. O papel é de má qualidade– as aparas, que são o insumo tem dezenas de más procedências, a ponto de fabricantes de impressoras ou proprietários de gráficas desaconselharem seu uso.
Pelo que se sabe, este problema não é exclusivo do Brasil. A virose reciclante é doença vivenciada em muitas nações. Há tempos, cinco empresas fabricantes de papel, entre elas a Nippon, admitiram fraude na fabricação do reciclado. Elas admitiram que mentiram quando diziam usar mais material reciclado do que a realidade. Resultado, grandes clientes estão desistindo do uso deles. O presidente da Nippon (japonesa) pediu o chapéu, deram-lhe a demissão. Toda fraude e ou mentira de consumo afeta nossa saúde, faz nascer crianças com alergias, provocam doenças e defeitos genéticos – há sempre um gigante por trás. Fabricam lucros fabulosos sem dó nem piedade sobre o que somos, números e moedas.
O que vc acha disto, continuará a usar o papel reciclado?
***Por incrível que pareça, contra-cheques que recebia do Governo Federal em papel reciclado (caro), hoje dia 9 de maio chegaram no mais ecológico papel branco. São emitidos mensalmente cerca de 1.500.000.
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08/04/2008

Tristeza ter que violar a consciência, principalmente duas, agora três para a partir de uma realidade confessada intra-muros, montar-se uma farsa que negue as evidências que vão sendo mostradas cientificamente. Sina de advogado criminal.
Em São Paulo, cidade dotada de uma polícia civil, que está mostrando uma capacidade científica digna de ser mostrada em TV a cabo – e quando algum grupo pensar no alcance disto – só poderá contar mesmo com produções paulistas - bom para a cidade, invejável para os outros estados da federação. Daqui a alguns anos criminosos hediondos, como os que vitimaram a pequena Isabella, não ficarão escondidos, poderão até continuar impunes. Mesmo que contem com defensores que arranjam álibis ou desculpas ou falsas evidências, tais como entonações de voz, teatralizadas até sem convicção – a voz em falsete vem de um cérebro horrorizado que tenta enganar a outros. Pára... Pára... Pára... pai... pai!!! teria dito a criança, pedindo agônica que o pai viesse socorrê-la, que parasse uma ação nefasta por acompanhante circunstante, por Pára... Pai... onde “pede socorro ao pai ausente”, pela agressão que está sofrendo. Disse um dos defensores que se tratava de uma terceira pessoa – que não é explicada se homem ou mulher, estranho a todos. Vizinhos ouviram demais?
A polícia não encontra evidências da presença de terceiros. Não há sinais de arrombamento nas portas do apartamento. Mas encontra sangue da menina no corredor, no quarto, na bermuda do pai, restos dos fios da tela cortada na camisa que vestia (imagine-se a identificação microscópica destes restos em meio às fibras do vestuário). Parte de uma pegada de tênis carimba um lençol que cobre uma das camas junto da janela. Serviu de apoio para se alcançar a tela cortada à faca (esta levaria o autor do buraco a ficar mais próximo da tela) ou tesoura. Se a criança fosse atirada de ponta-cabeça, como se diz em SP, teria havido fratura de crânio com eliminação de porções cerebrais e fraturas cervicais. Daí a conclusão de ter sido jogada segura pelos braços. Se caísse em pé faria fratura de base crânio. Como sangrava minimamente por ferida na testa, devido à pressão baixa, em estado de choque pela fibrilação cardíaca, pouco manchou seus agressores, que se ajudaram mutuamente no ato de um segurar as pernas e o outro pelos ombros e braços para passar o corpo pelo buraco. Por que o assassinato com a queda? Por que o agressor inicial, perdeu as estribeiras e asfixiou a criança no carro. Com ela desmaiada(?!) achou-se que morrera. O amor aloucado entra em ação. Supostamente morta a menina, há que se proteger o causador (involuntário na cabeça do ajudante atônito). O crime tem cadáver, como escondê-lo? –Ela morreu! E agora? Só tem um jeito, vamos fingir que alguém a jogou pela janela como vingança contra um de nós. Vai dar tudo certo... (Não dará).
Acha que não deve seu parceiro assumir o assassinato (?) por asfixia. Os cérebros maus, um deles disparatadamente agressivo por constância, unem-se na urgência do desvario para se tirar o corpo fora da tragédia (sem trocadilho).
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16/03/2008
Senador Cristovam Buarque, li seu artigo Defesa da Vida no O Globo; lá não publicariam minhas observações na íntegra, aqui publico.

A humanidade não se defronta com questões éticas quanto ao uso da ciência e da tecnologia; ela não está nem aí, se considerarmos que além de três bilhões, cento e cinqüenta milhões mais um habitante seja maioria sem sintonia educacional e instrutiva uníssona neste planeta errante. A babel aumenta progressivamente.
O universo das questões éticas é muito menor e passa ao largo de países pragmáticos onde assuntos com relação ao uso de células tronco nem é coisa do passado, é objeto de pesquisa científica progressista, mesmo que implique gestão de recursos que gerarão lucro aos investidores. Porque sem dinheiro nada se pesquisa. Morte cerebral é fato, conservação de corpo com vida com possibilidade de retorno vígil mostrou-se até agora impossível, no entanto, capaz amanhã com o uso de tecido neuronal originado de células tronco.
No tocante aos embriões hoje conservados em clínicas de fertilização, quando da criação do método fertilizador artificial, a celeuma levantada por setores religiosos foi risível, quase inquisicional. Hoje há milhares de seres humanos nascidos e criados, batizados, comungando fé cristã ou não, doando haveres ou pagando dízimos. Pelas religiões o mundo estaria menos populoso artificialmente, porém a ciência e a tecnologia cuidam da saúde e da oferta de alimentos.
No caso particular do Brasil, interessados togados e não, e o senhor, com todo respeito, ainda não se entenderam sobre o que é vida. Propalam que após a fecundação é que ela passa a existir. Porquê não conseguem entender que um óvulo e um espermatozóide têm vida? Este até sabe nadar. Descabriolado, mas sabe! É até cômico vê-los encetando uma disputa na busca de um óvulo. Microscópio, sabe? Sem vida, ele e óvulo não gerariam embriões. doando haveres ou pagando dascido no, Com vida, porém deficitários, produzem embriões defeituosos que chegarão ou não a termo; estes, com doenças ou defeitos compatíveis com a vida terrestre ou não, caso da anencefalia (veja-se que neste país setores retrógrados e maus impedem que sejam abortados). Os preferem que morram a mingua de oxigênio. A ciência vem explicando às religiões, com pesquisas, desde Leuwnhoek (1676), toda a pujança da produção de, no caso, um ser humano, eis que desde antanho a ignorância falava tão somente da semente a depositar no ventre e dali surgir o varão ou a varoa (?!). Todo esclarecimento era recebido à tapa e escárnio além de esconjuração. Quão ridículo! E a ciência a ajudar a gregos e troianos. Melhorando as condições de vida.
No caso dos embriões congelados com qualquer idade, estão vivos, há vida latente, basta serem aquecidos no meio nutriente adequado (como as sementes que brotam depois do inverno nas regiões árticas e subtropicais) para serem usados para o bem. A questão é: em média, no final de três meses serão descartados, porque seus donos já obtiveram resultados almejados e nem sabem quantos são. Não irão gastar dinheiro para mantê-los, há que se cuidar do ou dos rebentos almejados. Muito menos a clínica. Serão desprezados. Irão para o lixo. Reconheça-se sem pejo. Lixo. Não é nobre. A nobreza está na doação formal para que sejam levados a progredir como tecidos humanos diferenciados e tenham a vida asssentada num ser humano. Pessoas prolongarão suas vidas, as terão mais capazes, levantarão e andarão de suas cadeiras e leitos, terão controle e cura de suas doenças degenerativas.
Senador, estou de seu lado! Que mentes se iluminem, que saiam das trevas. Que haja menos covardia com os seres que já são humanos e que podem receber com muita alegria e esperança a doação dos tecidos humanos advindos das não menos humanas células-tronco.
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14/02/2008

BLOGAGEM COLETIVA
Contra a pedofilia, em defesa da inocência. Dia da Amizade e o Dia Internacional do Amor.

Com animais não se percebe atividade sexual entre machos e fêmeas adultos e seus filhotes. Na época do cio, alguns dias de atividade, o alvoroço é grande e intenso, há correria, luta entre machos adultos novos e velhos. Quase sempre pelo domínio de grupos de fêmeas que serão depositárias da herança paterna do vencedor, principalmente entre símios. Com algumas espécies de mamíferos surge um harém, com outros não. Acasalam-se por minutos e termina aí.
Mas há uma peste de mamífero que fugiu do controle da natureza e botou o mundo de cabeça para baixo e ou de cabeça para cima. Provocou uma revolução cuja origem se perdeu nas brumas do passado. Saiu do cio anual ou semestral, trimestral ou bimensal e acompanhou a lunática da lua, sem que esta esteja cabriolando pelo espaço tomando conta das mulheres, ou seja, cada uma menstrua em dias mais ou menos aprazados em média em ciclos de 28 dias, de forma que do dia primeiro a trinta de todo mês o ar poluído do planeta se enriquece dos feromônios lançados às narinas masculinas pelo conjunto das mulheres. De dia, de noite, de madrugada, todas as faixas ignaras do que se chama sociedade dos homens cheiram, mas não “sentem” o atrativo odor emanado pelas fêmeas produtivas. A cabeça masculina que pensa não pensa, entra em crise, e sai à cata do par, seja a de casa, a da outra casa, de casas outras e as das ruas e praças. São os atirados, aventureiros, caçadores sãos ou não e etc.
Há uns outros, de cuca estragada, que ficam dentro de casa, casados ou não, em mosteiros, igrejas, colégios, sempre mal amados que plantam arruaças silenciosas, traiçoeiras, contra as crias de pouca idade, chamadas de crianças. Dizem os médicos e homens da lei que eles têm transtornos parafílicos, com fantasia e excitação sexual intensa e buscam a satisfação com seus filhos, sobrinhos, colegas de filhos, alunos e outros. Conscientes da desproporcionalidade entre os atributos sexuais de crianças e adultos estes filhos de égua fazem a prática do sexo oro-genital em quase cem por cento dos casos, seja vice ou versa. Difícil incriminá-los por não deixarem marcas físicas dependem de denúncias de pais que ouvem de filhos suas queixas para levá-las ao conhecimento do aparelho repressor. Os mendigos os praticam, a população de rua, os sem tetos e sem terra, os com casa, palacetes, automóveis e barcos; está tudo contaminado; há muito padres e outros religiosos que praticam o deixai vir a mim as criancinhas. Há os pais que consentem em troca de vantagens pecuniárias. Do seu lado tem um pedófilo, no teatro outro e no cinema mais alguns e agora no mundo cibernético os patifes encontram sua praia larga e cheia de ondas para suas fotos, filmes e relacionamento, donos do poder pornô-pedofílico a vender suas produções espúrias calcadas na inocência da criança, seu desejo por doces e brinquedos. Corporações na internet, em ditos Portais, em salas de chat, sites de relacionamento têm escancaradas a licenciosidade para o comércio pedofílico de terceiros e também em benefício próprio pelo faturamento com anunciantes. A polícia de todos os paises corre atrás, uns nem tanto, indivíduos são presos e se beneficiam do tratamento psiquiátrico ou psicológico, suas vítimas também, mesmo assim carregando traumas pelo resto de suas vítimas, outros sem queixas aos país se tornam pedófilos também.
Porquê no seio de uma religião que vem tentando nortear o mundo há dois mil anos abriga-se tantos pedófilos? Porquê se escondem nela tantos doentes mentais e criminosos? Porquê nem a justiça dos homens nem a de Deus conseguem dar um basta nisto? Quer saber mais? Siga os links abaixo:

1)Vaticano quis abafar escândalos de pedofilia, sugere documento. (EE.UU.)
2) “Foi uma vitória que atribuo à publicação da matéria de ISTOÉ, pois esperávamos há muito tempo por essa decisão. Foi importante para deixar claro para a cúpula católica que acima da lei de Deus existe a lei dos homens”, disse a ISTOÉ o advogado Evandro Coutinho.

3) A BBC exibiu e a Record reproduziu uma reportagem sobre os padres pedófilos, protegidos pela igreja católica em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Parabéns Luma pela ordenação da blogagem coletiva.
Dácio Jaegger
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02/01/2008
Ceci enviou-me este nascente em Barra Grande, Alagoas. Atrás de mim a escuridãoda noite vislumbrada com ameaça de temporal. Não resisti e a imaginação voou.
Salve esta nova criança velha atualmente apelidada por 2008.Se afagos lhe fizermos, se a soubermos conduzir com instruçõessob medida e justiça social, daqui a trezentos e sessentae dois dias não quereremos dar-lhe um chute no trazeiro.
A mulher de Onofre choramingou

A mulher do Onofre, vestida alegremente, colante de saias curtas, bundinha arrebitada, os peitos, ah, os peitos, virgens de silicone, modelados pela natureza, um colo que, como um pára-raios atraía os olhos tanto de homens quanto de mulheres, as despeitadas de caráter e de seios. Sorridente, vez por outra choramingava com a parentada; a do seu lado que a conhecia muito bem e a do lado do de cujus que se lixava para ela. Não sabia como mudar o tom do choramingo. Confusa, jogava para duas platéias ao mesmo tempo. Ansiosa, aguardava pelo fim do martírio, não via a hora de pegar o carro e sair bairro. Sem filhos, nada que a obrigasse a curtir a choradeira, não tirava Betinho do pensamento. Ele a aguardava do outro lado...
Armadilha para meus queridos amigas e amigos.
Aqui comecei um conto e no endereço abaixo continuo. Se tens nervos de aço, mais uma decantada coragem é o momento de testar-se. Tudo por que ando cismado que ainda serei um escritor. Só os caríssimos poderão dar o empurrãozinho se acharem que vale à pena. Lido o conto, um pouco abaixo tem isto:
1) PARA MAIS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS CLIQUE AQUI;2) clicado chega-se à cabine de votação e nela num retângulo vermelho as palavras VOTE AQUI.3) É para o e-mail que deve levar no campo Assunto o nº 203 (A mulher de Onofre choramingou). Pimba! Enviar. Cai na urna. Um vinhozinho, brrrrrr, vamos lá?
http://www.arti-manhas.com/premio_luis_antonio_pimentel.htm
Beijos e abraços

Dácio Jaegger
Um hai kai originalmente tem que ter rigorosamente 17 sílabas.Ele valoriza a concisão e a objetividade. O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), no Japão ...

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09/12/2007 Atendendo ao gentil convite do Lino que captou a excelente idéia de Sam para blogagem coletiva
Carta aos defensores dos Direitos Humanos


Trabalho digital pessoal com foto de O Globo sobre logo de Lino

DIREITUSUMANUS


No assunto do momento, sem que o risco de repetir exausto, o que tem sido dito, escrito, e até cantado me leve ao ridículo, o misto de prostituição infantil, com a adulta e a violência sexual é uma menage que não sai de foco desde os tempos pré-bíblicos; late muito alto, menos solenemente, neste coitado (de coito mesmo) Brasil. Há o desprezo entre os ricos, o me engana que eu gosto na classe média, e a falta familiar fundada na pobreza extrema em que trepar para trepar (instintivo), sem os devidos controles, apenas em poder dos ricos e remediados, produz crianças e mais crianças e as atiram na rua, pela impossibilidade total de alimentá-las, quanto mais educá-las.
Como a menina de 15 anos, antes até desta idade, dimenor, atropelada no caminho dos pênis sedentos de sexo fácil, disseminadores de doenças, selvagem (tão a gosto do cinema e poesia eróticos - como se repetem - e entre quatro paredes). Por balas de chupar, um salgadinho ou alguma comida, entre um roubinho e outro, ela foi sobrevivendo na escuridão do anonimato até ser jogada por ratos a ratos. Num covil apelidado de delegacia (que já foi removida como o sofá da sala) mantida por humanos murídeos, sob tutela legal, os fatos que lá se desenrolaram “foram acontecidos” graças às grandes ratazanas políticas que se sucederam na gestão do grande pequeno Estado, digamos, nas duas últimas décadas, o que não absolve seus antecessores pelos atos perpetrados, que como disse Euclides da Cunha, são próprios do “político, tortuoso, e solerte que, malignado pelo oblíquo incurável da visão moral, faz da política um meio de existência e supre com a esperteza criminosa a superioridade de pensar”.
E aí, no mundo, Brasil no meio, parecia que uma reserva moral, a mulher, que vem galgando posição intelectual, de mando e controle de poder, sai-nos uma linhagem de mandonas desumanas, não genética, kafkiana em solo pátrio. Viria, graças a não sei o quê, substituir com galhardia o lugar deste tipo de ser, seu contrário, o homem, que fracassamos quadradamente na condução decente da espécie humana.
Se não, vejamos, três anjo-ratos satânicos tomam L da sarjeta e a colocam num depósito de presos, de seres menos iguais a ela, demoníacos transgressores de toda a sorte de costumes e leis, com exceções, um deles foi o responsável por sua liberação. Porquê foi presa, foi presa porquê? Por um pequeno furto, por comida para matar a fome. Uma delegada fica a par da detenção, é informada pela vítima que é menor; não adiantou. Entregue às feras, o Belo, seu primeiro seviciador, pegou-a à força e levou-a ao minúsculo banheiro sem porta, possuindo-a. Disse L, que no dia seguinte foi a vez do Dinei, por um prato de comida. A seguir, mais três, mas só lembrava o nome de um; o Chupa Cabra, pode? Na cela coabitavam 34 homens; dá para fazer as contas nos 30 dias em que ficou presa?
Uma juíza ciente da menor presa com os homens não viu mal algum, um Superintendente de Recuperação Feminina fez vista grossa e o caso veio a público. Seus guardiões fizeram-lhe ameaças de morte, deu-lhe o Estado, Proteção Especial e à família. A secretária de segurança pública do Pará, mandou abrir sindicâncias para apurar o caso de tanto descaso.
Há outras cadeias no estado em que mulheres estavam presas com homens; liberou geral. Todo mundo estava careca de saber, menos a governadora, há um ano no poder. Erundina, a deputada aconselhou a implosão da cadeia de Abaetetuba (ironia, em tupi: lugar cheio de homens fortes). Ôôôô Ana Júlia... Gente, dos discursos fáceis, do ôba ôba, do aparelhamento de estado, dos desvios de dinheiro de obras faraônicas, da gastanças de verbas, da sustentação de ONGs cabideiras de emprego, de apaniguados do poder. Não sei por onde anda o diabo que não espeta fundo esta gente! Ele, ajudado por ricos, tem predileção pelos pobres dos quais se nutre. Veja-se a galhardia em que vivem o famoso criador de rãs do Pará, o ex-governador “Estrupa, mas não mata”, a prefeita “Relaxa e goza”, o juiz Lalau, etc e tal.
O Estatuto da Criança e do Adolescente nem protege nem recupera os menores infratores, companheirada de L(estudo do O Globo), onde diz o juiz Guaracy Viana que, “Não há estrutura nem vontade política.”, dos políticos traidores de nossos votos e mentirosos sobre ideais que bradavam. No entanto, milhares de brasileiras pobres com seus caraminguás e o que conseguem arrebanhar com iguais (um poder não constituído), com galhardia e muito orgulho, fazem às vezes dos tais. Haveria 19 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, 10% da população, (IBGE). O Estatuto do Idoso, em vigor desde 2003, regulamentou dispositivos legais para garantir direitos das pessoas com mais de 60 anos. Entre eles, estão a criação de delegacias especiais, a garantia de assistência social, a gratuidade em transportes públicos urbanos e a reserva de duas vagas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos em ônibus interestaduais, entre outros. Não é o que se vê: não há delegacias especiais, sexagenários e setuagenários, fazem filas onde necessárias (o idoso tem que ter prioridade em qualquer fila), nos hospitais ficam na ordem de chegada. Não obtém os remédios de uso contínuo como deve ser.
Continuemos bradando e desfraldando as bandeiras, lutando no dia a dia para que se respeite e faça valer os “direitusumanus” dos que são esmagados pelos que pensam que não serão idosos.
Você, apesar de tudo, se tiver muita sorte poderá ser um idoso.

Dácio Jaegger, 70
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20/11/2007
Carta aos amigos
Deveras importante tê-los ali no Haloscan, o Jota, isoladinho no coments do UOL, um herói, cabra macho da peste sô! Prestigiando-me todos, dando-me amor, o que mais fiz para conquistar ao visitá-los, lê-los e interagir. Obrigado por manterem a chama viva pelo sopro quase divino de vossos corações.Shimbica Maria da Silva ( Pra quê sunga, muié, deixemos o sol agir, digamos, niversalmente) , Crys (queria dar outro puxão n’outra orelha, uma delas está mais curta! Pode?), Tânia (Não canse amiga! A ordem é lutar; ajudar a desmoralizar os fariseus; estamos no mesmo barco e ele não pode afundar, Pau neles), Quincas B, (Tem brasileiro que balança o rabo sim, mas parece-me que são poucos), Adelaide (Teimosia às vezes vale à pena, ficando bom, viu?) , Paulo (a presença de Deus é fundamental no conforto necessário aos que sofrem e aos que gozam)), Nilza (Melhorei, e muito e já-já poderei encarar as vicissitudes...), Cherry (-Um homem dotado! kkkkkkkkkkkkk... Não ria: consciência acima de tudo...rs. Aí a excelência do dote), Yvonne (Pois é Yvonne, adotei a política do bicho ferido, algum recolhimento e a natureza por condutora; mais uma vez me dei bem), CONSTELAÇÃO... estrelas e mais estrelas...acidentes e mais acidentes... intrigantes, não????????????????????????????? ( Sabe, nascemos, o universo, a Terra incluída e depois os animais e vegetais; foram tremendos acidentes. Os de agora são incidentes...rs!) Patrick Gleber (Pudera estar digitando na época; teria escrito que estava contigo e não abria), Claudia Pit (Bem Pit, com todo respeito, devido a não uniformidade do pensamento humano teremos sempre o desentendimento, salvo quando a robotização for a tônica), Inês (Linda Fênix, desculpa-me a demora até para esta resposta; obrigado), Jota Effe Esse (Abraço recebido; mais uma força, pois o pensamento alcança longe), Ceci (Ceci, quem dera que um fim se pusesse aos descalabros, quem faria isto?) Santa (Claro, estás recuperada! Dor é ruim mas é alerta. Bom que nem sempre dura muito), Luma (Do acidente, o meu, estou resolvido, muito obrigado pelo apoio), Loba (É mesmo, fora da Net estive por não escrever, dentro dela permaneci por poder ler; aos caros amigos/amigas acompanhei) Adélia Thereza Campos (Adorada Tereza, voltando indignado... por ora alegríssimo por vocês) , Patty (Saudades... deste lado de cá também; na ativa te leio breve), Saramar (andava do lado de cá, estropiado mas inteiro; retorno hoje), Iara Loba (mais ou menos explicadinho, generosa amiga), David Santos (Está para haver um acontecimento a implantar-se em breve que mudará a face da justiça deste país), Ro (Obrigado amiga, mas não exagere; teus sentimentos são lindos – a boa sorte aconteceu) Assis Freitas (Meu caro Assis, obrigado pelo apoio, pela sua presença e as palavras encorajadoras, buscarei ficar à altura), Loba (Credo! Digo também, pois nunca pensei que essa lesmeira pudesse acontecer) e mais X (Sei que não fui atento, que não pude te ler todos os dias e comentar a mesmice e ou a repetição do samba de uma nota só; sei que o confessionário do teu blog é monocórdico, você não sabe resolver seus problemas de amor, de desamor, familiares e volta-se para a generosa página internética; resolve?, pena que não pude ajudar), Y (suas poesias são atuais, declamam seu interior; se não plágios, de uma pobreza intelectual sem par, que nada, praticamente iguais a muitas e muitas pela blogosfera, mas tenho aprendido muito com elas), W (como escreves, como falas, e criticas, sem pé nem cabeça, não consegues, por mais que tentes, de dois a três comentários; tu tens que ser original) e Z... (arre, ah, vou fazer muita força para te tolerar, conseguirei?)
Em tempo: letras menores nos nomes correm por conta deste desorganizado HTML (?!). Pelo menos minha volta encontrou um PAC de 19.500 caracteres na área de edição pra ninguém botar defeito (antes o UOL oferecia 2.800). Atazanava nossas pobres mentes - tem até um contador dos tais.
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01/08/2007


Carta à Crys
Cabecinha sua anda a mil; idéias, que as bote no papel é o que a galera deseja de coração. Acolho, acolhemos os pensamentos que povoam seu imaginário que compreendem sua mente, seu coração e sua alma. Digo-lhe, só, sem me apoiar nos sentimentos de outros, já que me interpreto a mim mesmo. Fiquei muito triste, assim como você, com o terrível acidente do Air Bus da TAM no fatídico vôo 3254.
Sabemos a gostosura que é voar nas asas de um pássaro de alumínio, deslizar pelo espaço de uma cidade, de um país ao outro, subir a bordo, passar horas ali e milagrosamente deixar a aeronave e pisar em solo distante, como num passe de mágica. Os pássaros o fazem com menos riscos, ah, existem seus predadores, fortes ventanias, tornados, as violentas chuvas, as armas de fogo, atiradeiras, os incêndios, alimentos envenenado. O céu é azul, nem sempre é de brigadeiro, seja para os aviões ou para as aves.Não há revolta entre os seres alados pelo que se lhes acontece, seja onde for; alguma comiseração sim, pode pintar em determinadas mentes humanas, Entre os da nossa espécie, a comoção é para valer frente ao sofrimento dos que ficam procurando entender os acontecimentos que deflagram as tragédias.“Porquê, Meus Deus? Porquê?” Infelizmente as respostas estão com os humanos que se escusam ou fogem, como o diabo da cruz, quando estão com eles, simplesmente com eles, a explicação. “Decerto que ... me formigava na polpa dos dedos uma cupidez atávica, encadeada desde os tetravôs romanos, sôfregos pelo vil metal”- Aquilino Ribeiro em Cinco Réis de Gente, p. 63.Aquilino nos aponta que por trás de toda sandice ou insensatez há um ou mais cerumanos, como diz nossa queridaça Shi, ensandecidos pelo metal que não é nada vil.Desviam das suas empresas o dinheiro a ser gasto na segurança dos empregados, dos prédios, da vizinhança, navios, aviões, ônibus, dos passageiros, dos que vestem ou comem seus produtos ou usam suas máquinas e etc para as nababescas e desperdiçadoras propriedades familiares ou de amásias. Pior é que nossa cultura nos leva a ter representantes políticos como nós mesmos - tanto se fala que cada povo tem o governo que merece- veja a movimentação dos indignados por suas razões, que em passeatas ou atos, quando muito atraem pessoas com a mesma sorte. Veja como é comum na Internet as blogagens coletivas que num só dia leva alguns blogueiros a invectivas sobre um assunto e no dia seguinte ou dois dias depois é assunto morto, indo-se de um pólo a outro com a rapidez dos ventos. Não há a consciência de repisar o assunto mais vezes. Somos assim. Já de muito não se tomam medidas concretas neste país de sarney, itamar, collor, fhc e lulla. Reinando a partir da Ilha da Fantasia, as altezas só tem olhos para o crescimento de seus patrimônios; locupletam-se todos. Irritado com vaias, ainda ontem Lula desafiou e ameaça: “Se quiserem brincar com a democracia, ninguém consegue pôr mais gente na rua do que eu.” À sua disposição o MST, os sem teto, sem emprego, sem comida, sem educação, favelados e os sem vergonha intrínsecos. E as Forças Desarmadas? Darão apoio ao presidente? Seria necessário que ele desse um aumento substancial a elas.É o bolsa família em andamento com o professor Chavez ali ao lado.Todos aqui no Brasil repetem, de norte a sul, de leste a oeste que Deus é brasileiro.Vc dz que uma pessoa que “te deixou” estava no amor e agora está na vida eterna, por outro lado acredita unicamente nesta vida e diz de Jesús a Pedro: Eu te darei as Chaves do Reino dos Céus; tudo que ligares... Que imbróglio é este minha amiga que te faz ter remorsos e sentimento de culpa (?!) se uma pessoa que foi, a ela vc não estava no amor?PS: A contusão no ombro direito que quase me aleijou deixando-me fora de circulação na Net por mais de mês foi vencida. Retornando devagar, satisfaço a você e aos amigos que li e não podia comentar. Beijos
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27/06/2007
No blog Luz de Luma havia deixado um comentário que lhe agradou; pediu-me autorização para publicá-lo como post. Pedi-lhe autorização para editá-lo, concedida. E tive o prazer de lê-lo no blog da Luma. Dezenas de seus amigos leitores aprovaram. Resolvi trazê-lo para cá.
Carta à Luma
Você que é preocupada com a poluição ambiental e abnegada na defesa do meio ambiente, escrevo-lhe para afirmar que estamos com vc e não abrimos. Será que todos falamos a verdade sobre o que praticamos em prol da natureza vilipendiada, escrachada e arrasada? O lixo é universal e milenar; era antes orgânico, nossa espécie só desprezava sementes, penas e pêlos, casca de ovos e ossos e etc; alinhava-se ao natural. Nos primórdios, o homem que gastava energia contida no alimento cru passou a queimar madeira para a cocção. Sedentarizou-se e aliou-se à energia do animal para os trabalhos no campo. O lixo integrava-se ao lado do homem, nas tribos e nos ajuntamentos e ficava para trás quando os aglomerados eram errantes. Sambaquis, no Brasil em torno de 900, são os depósitos de restos ósseos e conchíferos e algumas ferramentas de pedra que nossos selvícolas soterravam com areia do mar. Ainda agora, em Santa Catarina, na duplicação da BR um desses foi encontrado com três camadas de idade, sendo que a inferior remontaria a cinco mil anos. Estuda-se sua cultura praiana por estes restos arqueológicos. Se bem que já foram achados sambaquis a 90 km do litoral. Como? O nosso Atlântico tinha suas margens por lá. O lixo não natural apareceu quando o homem descobriu como fazer utensílios de cobre, estanho, bronze, e ferro. Dele, muito chegou a nós arqueologicamente. O vidro, o alumínio, o aço, vieram se somar. Também os plásticos. O betume da Judéia (piche), do petróleo aflorado na terra, alimentou lâmpadas e tapou frestas de madeira permitindo aos cargueiros e barcos de guerra navegar e aumentar o lixo. O piche, que já foi lixo hoje asfalta nossas estradas. Era o petróleo dando as caras; ultimamente os plásticos dele derivados lotam a superfície terrestre. Nem as Galápagos escaparam, tão distantes estão da costas da América doSul. A população cresceu, o homem medieval europeu se aliou aos energéticos moinhos de vento e rodas d´água. Suas marinhas mercantes e de guerra derrubaram metade das florestas para construção de barcos. Quanto lixo! Não bastou, surgiu o alto-forno a carvão vegetal, já no século XIV, para fabricar implementos agrícolas que proporcionavam maior produtividade. Para alimentar os alto-fornos, as florestas européias foram exterminadas quando então o carvão mineral, um recurso esgotável, substituiu o vegetal. O lixo aumentando e na Ásia atrasada sobravam as matas. "As Américas desconhecidas tinham seu lixo particular, ainda orgânico, menos pelos astecas, maias e incas, com seus tecidos pintados e artefatos de prata e ouro." Que luxo de lixo! As cidades européias eram imundas com esgotos a céu aberto; nas vielas, mijo e fezes eram atiradas por portas e janelas com restos de comida e trapos e objetos manufaturados, o que propiciou doenças terríveis, as ditas pragas; e nos passaram os descuidos com o lixo. Só no Mediterrâneo, são milhares de restos de embarcações em seu fundo. A Índia de hoje com 1.1 bilhão de habitantes ainda joga cadáveres crus, cozidos e transformados em cinzas em rios sagrados, enquanto milhares de nativos "limpam-se" nas suas águas; lixo? 250 milhões de pessoas (duas Nigérias), vivem em miséria extrema nas ruas e estradas, são os de fora do sistema de castas, os intocáveis. Porém tem também o 5º bilionário do mundo com 23,5 bilhões de dólares de patrimônio siderúrgico. Os países do G-7 e vizinhos produzem mais de 300 milhões de toneladas de resíduos, desde pneus, plásticos e baterias até restos eletrônicos e nucleares. O que fazem? Através de máfias exportam para países da África, da Europa Oriental e da Ásia, comprando governantes. O Greenpeace denunciou de 1998 a 1999 o descarregamento de 100 mil toneladas de lixo na Índia. Nos EUA, 20 milhões de computadores viram sucata anualmente. A China recebeu velhos computadores norte-americanos, na esperança de reaproveitar os componentes. Feliz como pinto no lixo, produziu lixo do lixo. Aqui tentaram nos impingir toneladas de pneus usados através "deputoados" federais. Gorou graças a ambientalistas. A China depende de carvão para movimentar dois terços da sua máquina industrial e rapidamente se transforma no principal emissor de lixo aéreo, gases nocivos da queima do minério. Divulgadas pela primeira vez também em março, as estatísticas do setor mostram que a China consumiu 2,5 bilhões de toneladas de carvão em 2006, 9,3% acima do consumo de 2005. A meta de redução de 4% ficou longe. Haja pulmão que ajude a fazer a limpeza da atmosfera, retendo as impurezas em si mesmo; sobra para os povos vizinhos o resto sobe, para ajudar no aquecimento global; neste item tomou a liderança que pertencia aos EE UU. Em boa hora o drástico controle de natalidade chinês aconteceu; estão com cerca de 1,3 bilhão de pessoas que será ultrapassada em população pela Índia nas próximas duas décadas. E se não tivesse havido? A China será o primeiro país a sucumbir à tragédia que se avizinha? Em que pese todo o "avanço tecnológico" que lá se alardeia. É o canto do cisne? Lembremo-nos dos milhões de terráqueos que estão morrendo de fome e inanição na África, de um modo geral, na Índia e América do Sul, de forma especial. Populações de milhões de pessoas que tem seus esgotos "in natura", lixo doméstico, comercial e industrial jogados nos rios Guaíba, Paraná, Tietê, Paraíba do Sul, São Francisco, Amazonas e todos os outros, Baias de Todos os Santos, Guanabara, Sepetiba e da Ilha Grande esperam o quê? E o lixo atômico, quem sabe dele? Já não há lugar para toda a população que se acotovela no planeta. De nossa parte, CONTROLE POPULACIONAL JÁ! E todo o tipo de condução decente que queremos e que poucos praticam. / Beijo
Dácio Jaegger
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05/06/2007
Com o honroso convite de Lino Resende, para fazer parte de blogagem coletiva, na luta para despertar a consciência para a poluição ambiental, achei oportuno lembrar de um outro ambiente que nos é tão caro. Queira apreciar, por favor.

E o corpo também
A poluição ambiental, a coqueluche do momento, tão comentada, leva-me a abrir parênteses para a poluição tabagística ambiental (ambientes caseiro, de trabalho, de diversão, todos fechados), causada por uma espécie em rota de extinção, que pode desaparecer num espaço de tempo milhões de vezes menor que o dedicado aos dinossauros; é sério problema de saúde pública, pois está cientificamente comprovado que os não fumantes (porém passivos), convivendo com fumantes nos seus lares, locais de trabalho, de lazer e outros, sofrem riscos de doenças que estão levando à morte prematura, dois bilhões de pessoas, um terço da humanidade. Em silêncio, com os governos comprados por imensa tunga de impostos sobre os pitadores de cigarro. Crianças fumantes passivas são 700 milhões. Sofrem de bronquiolite, bronquite catarral, acessos de asma, pneumonia, amigdalite, sinusite e otite. Seus pais, fumantes inveterados, auto-poluidores, ela, depois de inundar seu feto com a fumaça de cigarro, carregada de milhares de componentes químicos, que a todos brindará com enfisema, bronquite alérgica, câncer de pulmão e de outros órgãos, infarto, acidente vascular e etc., são vencedores. Venceram a razão, a consciência e a sua natureza, tão bem elaboradas, eis que aperfeiçoada por milhões de anos de erros e acertos. Antolhos psicológicos os impedem de ver, que o planeta conturbado, receberá um pequeno ser adoentado pela incúria da mãe, pela estupidez que lhe monta as costas. Predestinado de berço, a ter aquelas inúmeras complicações, continuará como fumante passivo; será obsequiado no dia a dia da sua via crucis, pela mãe e pelo pai, juntando-se aos irmãos também inocentes. Psicóticos, os fumantes ativos , sem culpa de sê-los, foram vitimados pela ganância insensível das famílias que resolveram fazer fortuna com a fabricação dos cigarros. As fábricas dependem das lavouras do fumo, que são plantadas, em geral, em inúmeras pequenas propriedades de uma determinada região. Os trabalhadores, no cultivo do tabaco, ao manusear suas folhas, sofrem a ação tóxica da nicotina e outros componentes, independente da ação dos agrotóxicos, provocando lesões na pele, náuseas, vômitos, cefaléias, emagrecimento, cólicas e diarréias. Crianças que trabalham na lavoura de tabaco são vítimas . É a chamada doença do tabaco verde. A UNICEF apurou, em 2000, que havia no mundo 6 milhões de crianças trabalhando nas lavouras de tabaco, com 32 mil mortes. Todas as formas de consumir o tabaco causam morte prematura: cigarros, charutos, fumo de mascar, rapé e outros. O planeta, ameaçado por tudo e por todos, exibe há alguns anos seus estertores iniciais: os que vêm de dentro, dito normais, são parte de sua vida geológica. Os que ocorrem da crosta para cima tem a contribuição ignara da sua super -população humana, a maioria composta de humanóides. Dispersa, a epidemia do tabagismo na Terra provoca 5 milhões de mortes anuais; no Brasil, 200 mil óbitos por doenças tabaco-relacionadas; há em torno de 1,4 bilhão de fumantes dependentes da nicotina, sendo 35 milhões no Brasil. Repetindo as contas (não me ache exaustivo,nem eco chato), metade da população planetária se polui internamente, gravemente há dezenas de anos e ainda não se deu conta disto. O grupo etário, no qual ocorre a maior mortalidade tabágica é dos 35 aos 69 anos, correspondendo a um terço da mortalidade geral nesta faixa. Na atualidade, o tabaco mata 1 em cada 10 adultos, devendo essa proporção ser de 1 em cada 6 em 2030. Na atualidade o tabagismo concorre com 2,6% da mortalidade geral; se o atual padrão de consumo de tabaco não se alterar, essa taxa triplicará em 2020 chegando a 8,9%. A China, Brasil e a Índia, sorridentes, são as lideranças na produção mundial de tabaco; arrecada-se na produção e na venda de cigarros, com impostos, um valor muito maior do que o que se gasta com o tratamento das doenças. Dane-se o cidadão que não fuma, sustentem os tesouros nacionais os psicóticos fumantes, dêem-se empregos à larga. Sejamos então, felizes neste mar de insensatez.
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14/04/2007
Contrastes

Enquanto tantos patifes se preocupam em roubar a galinha ou a bomba d’água no quintal, tomar celulares e arrancar bolsas nas ruas e ônibus, tomar dinheiro das velhinhas e velhinhos nos bingos com máquinas viciadas, traficando armas (estas de locação para assaltos à mão armada, latrocínios e seqüestros) e tóxicos para os idiotas – celebridades, aspones, mal-amados e mal-amadas no meio, policiais de todas as esferas, os homens sem alma, os políticos - juízes e desembargadores vendedores de sentenças e pactuantes de quadrilhas criminosas de alta estirpe, a célula em qualquer ser vivo, fiquemos nas do homem, trabalha em conjunto com suas irmãs formando tecidos, que formam órgãos que reunidos produzem uma besta humana como o foram Nero, Hitler, Idiamim Dada, Pol Pot, Mussolini, Fidel ou maravilhas sem par, como Confúcio da paz e inteligência, Jesús da paz e idolatria, o extraordinário Leonardo da Vinci da paz e beligerância,
Gândi da paz e humildade e tantos de uma enumeração, felizmente longa.
Um prodígio que se construiu lentamente, e começou no mar, ganhou a terra adentrando-se pelos rios e restingas, veio à planície, subiu nas montanhas e voou nos ares e fora dele, parece que não emigrou para algum planeta, mas poderia ter vindo de outro, de qualquer maneira contribuiu com degenerações que mancham a espécie humana, a mesma que vem desvendado seus segredos que eram guardados a sete chaves; decerto a imensa alegria pelas descobertas do mecanismo de funcionamento da célula por cientistas aconteceu desde que Lewvenhoek descobriu a existência dos seres invisíveis ao inventar o microscópio.
Há qualquer coisa de doença mental nos sacripantas citados acima que os fazem destoar da espécie verdadeira, o sapiens sapiens; eu, de "brincadeira" os cognomino sapiens lunaticus.
Contudo o que importa agora é poder "ver" a maquininha célular por dentro,
um prodígio, seja ela em um mau, seja em um bom.
Assista e babe como eu! Vai precisar de um lenço. Chame os que lhe são caros e mostre-lhes a animação do funcionamento celular. Mesmo que seus olhos fiquem marejados de lágrimas. O que vc vai ver não é fantasia nem alucinação.
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25/03/2007
Uma medida de alcance pessoal e à distância que me beneficia e beneficiará vc que hoje me lê e que atingirá a outros no futuro, enquanto o Chega mais pontificar. Até por que fui influenciado por um artigo de André Machado, do INFO ETC, quando trás sob o título "Não fique tão de olho no PC" alguns conselhos para usuários de computador, profissionais ou não. Na verdade, pense bem, a natureza criou os olhos para filmar e registrar imagens de objetos em cores variadas, com predominância do verde das matas e o azul dos céus com variações do branco das nuvens que é matizado caleidoscopicamente com os variegados tons de cinza. Fixar o branco por muito tempo é receber muita luz na retina levando o olho a uma defesa prolongada, o mesmo acontecendo com as cores, vermelha, laranja,, amarela e correlatas. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier direcionou pesquisa com 620 usuários de PC com mais de 40 anos: 90% deles apresentaram fadiga visual. Diz ele: -Não ajuda o fato de que os programadores, em sua maioria jovens e portanto com visão melhor, projetem sites com cores que cansam a vista." Em outras leituras já havia lido sobre o branco das páginas dos sites e blogs, da sua inconveniência nos e-mails, o IncrediMail com seu tom pastel de fundo é uma ajuda e tanto.Várias empresas estão usando papel reciclado em tons variados da cor dita acima; menos árvores a serem abatidas, menos produtos químicos, a gastar, eletricidade, liberação de gás carbônico.Quis contribuir com diminuição de dores de cabeça, visão embaçada, e olhos ressecados (a gente chega ao cúmulo de esquecer de piscar), piscamos seis vezes quando o normal é 20 vezes por minuto, a córnea resseca e é mais problema ocular.O tom pastel da área de publicação, coluna esquerda e ilustrações do blog passa a ser o padrão. Para quem estranhar textos anteriores em fundo branco, uma explicação; para enganar a área de blogar do Uol que não aceita texto do Word acima de x caracteres, uso um editor para converter texto em imagem, razão pela qual se alguém quiser copiar e colar vai levar uma imagem que acabará por desestruturar seu blog. Este não é imagem, digitado no Word foi rejeitado; levado e salvo no WordPad e colado aqui foi aceito.Bons olhos a todos nós.
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03/03/2007
Numa recepção de corpo presente, em um aniversário, o aniversariante fica em estado de graça. Acontece pela presença de amigos de longa data e os recentes junto aos parentes, todos numa demonstração de efusiva alegria. A Crys, Amiga-Irmã me sapeca uma surpresa no Jardim de Cristais, que me levou a um certo paroxismo, tamanho os elogios desfilados, virge, ninguém merece, diria a Shi. Não contente foi ao Blog Mascarados e se juntou aos amigos de lá numa linda homenagem; a Ceci do Viver Melhor me dedicou um a poesia linda e a Tânia no Falando nisto uma crônica eloqüente inspirada em aniversário. E transitei assim meio abobado com tanta demonstração de carinho entre uns e outros, o que passou acontecer também no Chega mais. Agradeço do fundo do coração a todos que me deixaram felicíssimo com os “tapinhas nas costas”, os abraços e as palavras incentivadoras...
Mudou muito de Platão aos nossos dias

DIA INTERNACIONAL DA MULHER Clique neste link e leia minha poesia-homenagem a você, amiga.
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22/06/2006

Um "homem branco" ensina Tupi aos índios do Brasil
Eduardo Navarro, professor de Tupi na USP, a pedido dos índios Potiguar da Paraíba, que o ouviram falar a língua de seus antepassados e emocionados choraram, querem resgatar para seu povo da paraiba, sua l íngua mãe, porque nenhum deles nem a lêem nem a falam. Navarro, que aprendeu o tupi falado até 1750, sozinho, com documentos do século 16 e 17, que traduziu,diz: "Faço isso para resgatar essa cultura que é o que temos de mais auten-ticamente brasileiro". E teria publicado o Dicionário da Língua Brasílica – O Tupi Antigo das Origens do Brasil, prefaciado por Ariano Suassuna, com cercade oito mil termos, que deve ter sido lançado pela Editora Vozes. Na verdade existe a "neo língua brasílica", que é o português atual enriquecido com ostermos tupis, a maior parte topônimos, e uma enormidade de termos incluídos no nosso escrever e falar, como nhem nhem, que é falar demais.Se vc é carioca e mora no Paraná, viaja pela Itapemirim, gosta de açaí, jogapeteca, ama o Anhangabaú ou o Itanhangá mas prefere o Ibirapuera, tudobem. Se o seu primo de cabelo sarará pintado de acaju pega jacaré napraia de Bracuí, toma refresco de abacaxi, come tapioca com sururu ou siri que pegou com um puçá é um sapeca, não? Não fique na pindaíba, venda pipoca ou peteca para não criar pereba na bunda de tanto sentar. Enfim, com o tupi enriquecedor falamos tupi sem saber. O português de Portugal diferencia-se do nosso principalmente devido às expressões emtupi que incorporamos, incluindo o sotaque diferenciado. É muito tocante saber daquela gente que tendo sua língua "mater" raptadae esmagada, consegue o reencontro com ela, falada por um representante dos antigos opressores. O professor criou a "ONG TupiAqui" que formará dezenas de professores indígenas que ensinarão aos potiguara seu idioma pátrio. Hoje, o tupi, a língua geral, só é falada no Amazonas, no alto Rio Negro – chama-se nheengatu e tem milhares de falantes entre os caboclos, índios e as populações ribeirinhas. Diz o professor: - Quando uma língua indígena deixa de serfalada, é a humanidade que está se empobrecendo. Pois o que dá beleza à humanidade é a diversidade de culturas. Já pensou que triste será o mundo se todos falarmos inglês? Eu, sinceramente, não quero viver em um mundo assim.

A Ceci trás à tona o Toré no seu comentario: Cerimônia de cantos sagrados quedesenvolvem nos índios o amor, a união e a força. para sustentar sua cultura; envolve as artes da natureza, dos animais e plantas, o vento, a terra, o fogo e as águas. O Toré é puxado por um mestre de canto e os outros índios respondem. É um ritual de união entre os sentimentos indígenas e a Mãe Terra buscando a conexão com a energia divina.
Extraido de http://www.indiosonline.org.br/blogs/index.php?
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A Shi deixou no haloscan o padre nosso em Tupi que ela aprendeu a rezar e disse que devo aprender também. Estendo o convite a todos. Eis a fonte sonora para ser ouvida com atenção no endereço http://www.geocities.com/lincoln_tupi/painosso.au que pode ser lida simultaneamente no comentário dela no haloscan.
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19/10/2005








Tã- tâ-tã-tâ-tâ-tum-tã-tom-ta-tã-tem-tâ, tum, dizem os produtores de filmes tarzânicos que assim,aborígenes africanos, com sons de tambores se comunicavam pelos ares, peles vermelhas com sinaisde fumaça levavam as mensagens mais longe, os gregos confiavam nos pés de seus mensageiros (porque não nas patas de cavalo? Vai ver Marathon nem existiu...reescreve-se tanto a história).A URSS foi pródiga em reescrever sua história ene vezes. Rivalidades no meio, interesses escusostambém, mais até, na nossa modernidade na casca planetária apelidada de Net uma vez que na briga de foices suas lâminas alcançam o espaço sideral passando pelos satélites, back-bones, servidores e outros bichos. Meu blog UOL em 11/10/05 não foi mais alcançado por mim e entrandoem contato com o suporte, de início, evasivas me foram fornecidas, como erro meu de códigos dehtml, e depois dos meus argumentos técnicos, que o problema havia sido encaminhado para instâncias superiores, bem que poderia ser uma estância gaúcha."Prezado_DácioInformamos que o UOL não tem como restringir acesso à nenhum conteúdo , sendo assim caso ocorra algum bloqueio o mesmo ocorre no provedor de acesso, ou seja , no seu_caso_Predialnet.Sugerimos contato com o seu provedor onde poderão ser efetuados alguns testes.Atenciosamente, Regiane_Fernandes Central de Relacionamento UOL"
Com o meu provedor de internet em testes técnicos na minha casa, ficou confirmado que havia bloqueio de centenas de IPs pelo UOL ( este por intermédio do suporte Regiane Fernandes disse não ter condições de fazer bloqueio de conteúdo de servidor) em relação ao Predialnet.Os IPs continuaram bloqueados mas foram redirecionados por um outro servidor, por um outrocaminho e aqui estou eu, como disse à Regiane, o marisco, que não se quebraria fossem qual fossem o tamanho e as pancadas das ondas. Meu servidor preferiu uma rota alternativa e nãoo enfrentamento. Não me deixei engrupir, logo o macaco velho...que paga assinatura...
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22/01/2005














A vida é para isso, rir à toa...rs. ou: kkkkkkkkkk 15/01: IX parte de Vc não vai acreditar, desde o início; 18/01/05 o primeiro poemarte, Lacrima; 19/01 segue Lobas, com o único comentário de Loba corpus et anima; no poema inominado de Cherry respondo aos coments dos amigos depois de aprender o manejo. No poemarte "Óh Ah...ai" e daí para a frente inovei com respostas "repentes" sobre os coments.Chega mais...se descer, tenho certeza, escapa de lá... Escrito por Dácio às 22h15
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Este poemarte homenagem a todas as lobas complementa o do dia 19/01,e serve para nos mostrar, o quanto é movimentada a noite das sextasnos mais variados rincões deste país, e atendamos o chamamento, não causemos frustações nos ritos de passagem e na continuidade lídima. Escrito por Dácio às 15h01
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21/01/2005
Cherry, aqueela... do Apenas, eu cedeu involuntariamente seus direitos de ser roubada mais uma vez no texto postado lá. Mantive quase tudo no original. Preferi deitar o "languidamente"por pura perversão da arte.
Escrito por Dácio às 14h27


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18/12/04







Vc não vai acreditar







Parte I X - Troca de perfumes
-Isto...assim, como se fosse uma pincelada... -Posso usar o dedo médio? -O pai de todos ? Claro amor... pode usar sim... E então passei a usar o dedo que chamou de pai de todos para depositar o perfume na sedosa pele enquanto com o indicador fazia ligeiros toques acariciando a cútis assim como quisesse tocar apenas nas pontinhas de cada pelinho, senti-los eriçados ao passar do toque e do calor emanados da energia que se irradiava de mim e ia mudando de local, na outra orelha, ah, sob o queixo, nos lados do pescoço e em sua base alargando, fui atingir o colo em sua parte mais profunda. Ela se contorcia, serpenteava, deixava escapar gemidos tão distantes que vez por outra ia à sua boca me entender com a língua que não falava mas que prontamente vinha ao encontro da minha e ai o entendimento nos enroscamentos linguais, os toques nos dentes e as línguas sendo chupadas a lembrar moranguinhos. Um banho de língua era o que se seguia aos depósitos estratégicos da fragrância que era espalhada pelo corpo em câmara lenta; o vidro agora repousava sob o sofá, minha mão esquerda deslizava por suas coxas, alternavam de acordo com aquela que levantava, que se contraia, músculos que se retesavam e prendiam minha mão entre as duas potentes colunas de carne sedenta. E próximo de sua florestinha devastada por lâminas eficazes ou pela decantada cera de há muito, toda peladinha, pude então conferir, nenhum pelo apontava de corte abrupto, os existiam, era a penugem das adolescentes ali renascidas para os beijos seguidos dos arqueamentos abruptos e a queda lenta do corpo febril. Minha mão direita acariciava seu rosto, a parte baixa, ela procurou meus dedos, achou-os, envolveu-os com a língua , buscou sequiosa o pai de todos com meneios suaves da cabeça , pegou-me a mão mantendo-a firme e passou a deslizar lábios e língua, mordiscava, desliza os dentes, para cima e para baixo no dedo em riste; em riste como seu par que buscava sua flor peregrina,a maneira do beija-flor. Súbito ela solta minhas mãos e toca minha cabeça empurrando-a para o finalzinho de seu triângulo das Bermudas. Já tomando entre meus lábios os seus, suas coxas se abrem dadivosas; o sofá não tinha braços nem encosto, almofadas, que enquanto eu contornava sua perna tirava-as jogando para os lados. Nossos automáticos movimentos, levaram-na a rastejar para a borda, eu novamente ajoelhado, busquei sôfrego o que sofregamente vinha ao meu encontro. E que encontro. Entumescimentos labiais, um calor, aquele dos mais agradáveis do mundo, uma unidade que tocava minhas faces, e o perfume... aroma mor, aquele que vai-nos buscar ao longe, que provoca salivação, contrai os músculos do pescoço, para firmar a cabeça, dar ao aparelho bucal todo o necessário para a posição do beija-flor que suga o néctar. A flor róseo-vermelha, ou vermelho-rubra é a rosa, mas encimando-a assim meio escondidinha, a cereja ou o moranguinho. Toquei-o muito, mas muiiiito de leve, ela podia dar um salto, o potencial explosivo da frutinha, é de merecer todo o cuidado. Minhas mãos haviam ido ao encontro das suas e estavam enlaçadas e se contraíram naquele momento, puxando-me de encontro a si. Queria o contato mais apertado, mais forte, mais penetrante; Um rebolar controlado, gemidos audíveis, ondas que percorriam seu corpo de alta a baixo, culminavam chegando na minha praia, minha língua surfava, percorria laterais do tubo, deslizava nas quebradas da onda... -Vem... Puxou-me as mãos fortemente, abriu bem as pernas para a minha passagem e agasalhou minha cabeça entre os seios; a meio arco, me posicionando baixei minhas ilhargas, meu enrijecimento era um temor, cuidado era imprescindível, não era um trem de ferro a violentar um túnel. Assim, suavemente, posicionei a ponta e fui encaixando, com vagar, ela parada, no aguardo, toda contraída. Lubrificada, no ponto, o deslizamento acontecendo, fomos nos encaixando, até o final. Acoplamento perfeito de paz interior. O primeiro contra movimento partiu dela, ao recuar e voltar. -Vem...amor. E tantas vezes fui e fomos e voltamos, queria seu êxtase, que mais uma vez aconteceu, saber esperar, primeiro ela, nos seus delírios ardorosos e antes que chegasse ao seu final meu prêmio chegava. e terminamos juntos, nos céus...
ai ai ai... vc me fez lembrar de uma outra morena que tb tinha um "sem sorte" que a visitava... só que de 60 em 60 dias! Estes cheiros tb voltaram aqui... sairam de gavetas há muito fechadas, viu? rs... Coisa boa demais ler o Dácio em plena viagem das letras! Guarda aí o meu beijo. E que a amizade seja sempre maior e maior...














16/01/2005

Extraido do blog DOMADOR DE VULCÕES
Blog presente da amiga Tânia Aranha
De como não domando vulcão o fiz com humanos * parte um

Minha amiga Tânia Aranha, um dia, há 13 anos, na Ilha do Havaí, numa sexta feira 14, agosto, junto com pequeno grupo de excursionistas brasileiros do sudeste andávamos por sobre rochas de formação recente oriundas de um derrame das lavas do vulcão Kilauea, ocorrido em janeiro de 1991.
O derrame desceu de uma cratera secundária esparramando-se por uma área de seis kms de comprimento por uns três de largura, soterrando no seu caminho até o mar duas pequenas vilas, alguns ranchos e a estrada asfaltada que corria paralela à ex-praia. Agora tudo sossegado, me sentia caminhando por uma paisagem do inicio dos tempos na Terra, inóspita, aspecto vidrado escorregadio, ondas enormes de magma cristalizadas, alguns lugares pareciam ter sido triturados por gigantescos dentes de máquina, surpreendidos que foram por chuvas fortes que cristalizaram rápido provocando as rupturas. Duas horas da tarde de um sol meio inclemente, graças à inteligência do organizador empresarial; pessoas com sapatos inadequados escorregavam, algumas voltando murchos como a rosinha do msn, era uma procissão de cansados, os que iam com ar curioso, sorriam e brincavam, todos sedentos em ver de perto o derrame de lava que por uma chaminé horizontal caia ao mar, assim mais ou menos há uns 2 km de uma placa que advertia, para o uso de roupas leves, chapéus de abas largas tênis antiderrapantes e na “mochila” água mineral e rehidratantes energéticos. Duzentos metros antes outra placa determinava que ninguém se aproximasse do local da queda ininterrupta da lava que ao atingir a fria água do mar cristalizava de imediato em pedras de vários tamanhos alguns chegavam a ser atirados sobre as rochas mais antigas. Filmadora semiprofissional no ombro ia colhendo imagens interessantes até chegarmos junto da uma fita amarelo preta esticada “impedindo” a passagem: “ Danger - No trespassing- Descendable Rocks”. Fiz uma tomada da fita em close e uma panorâmica do pessoal chegando ao local, eu sempre atrasado “por dever de ofício”...rs. e como me interessava boas cenas, fui me afastando e filmando uma rachadura de uns 15 a 20 cms de largura que isolava um bloco rochoso, do “continente” e com eminência de queda... Na fita, larga, várias flechas apontavam para a enorme fresta. Escrito por Dácio às 13h56
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15/12/2004

Vc não vai acreditar - Parte VIII
Série Perfume Passando o perfume
-Tudo bem? -Agora melhor, depois de sua voz... -Para mim, tenho sentido seu perfume dia e noite, estou invadido estou invadido e há certos locais que sinto-o acentuar-se causando um frenesi, nem sei explicar! -Como assim? - Como assim... -Pode me explicar ? -Posso, a que horas ? -Hoje, no mesmo horário... -Vai com ele? -Ele quem gente? -O perfume...bote um pouco mais, espalhe no corpo todo. -Vou levá-lo, vc espalha, coloca onde quizer! Aberta a porta no exato momento das outras vezes, como sempre a lâmpada apagada, apenas as luzes que entravam pela persiana tocavam-nos tão suave que os poucos raios que a atingiam provocavam ciúmes, e então obliterava seus caminhos ao mesmo tempo que nos beijávamos, puxando a cordinha e enegrecendo o ambiente. Não iria compartilha-la com raio nenhum intrometido. Em pé, ela contra a porta, era coberta por meu corpo que pousava em todas as suas convexidades, buscando encaixar-me nas concavidades, rolando pela maciez do pêssego. Um pequeno barulho, algo acolchoado vem do chão, pouco tempo depois, ela balbuciou; -Amoor, cuidado ao mudar de posição, minha bolsa e nosso perfume estão perto de seus pés. -Espere, descerei e apanho!
E fui descendo lentamente após o apoio de minhas mãos na sua cintura, meu rosto deslizava meneando a cabeça suave e lentamente pela seda que lhe envolvia bacia e coxas, permitia às orelhas que tomassem parte no ritual de passagem, que foram sucedidas pela fronte, o queixo, nariz, cada qual a seu tempo. As maças do rosto de um lado, do outro a maciez do pêssego, separando-os, a tênue contribuição dos inestimáveis bichos da seda que um dia ao fazerem sua alcova estavam contribuindo para o hoje da liturgia sensual. O deslizar do tecido, sua micro aspereza deslizante, ele que não conseguia se fixar e era um elo aberto, ao impedir os contatos pele a pele, excitavam tanto que as coxas na suja inquietude ondulante ora para os lados, ora para cima e para baixo começaram a tremer. Era hora de parar. Minha sacerdotisa merecia uma ligeira pausa Pegar a bolsa tateando o chão, coloca-la sobre a mesinha de centro, foi assim, digamos, urgente. Levantando-me, fui envolvendo-a pela cintura, enlacei-a ao colo. -Segura meu pescoço, te levo! Alçada ao estilo enfim sós chegamos ao sofá de sempre, onde foi depositada como num altar. Peguei sua bolsa e a entreguei recebendo de volta o frasco da preciosa fragrância. Fui à janela e regulei a entrada de luz que atingindo o teto branco se refletiu diáfana. Retirei-lhe a blusa, colchetes foram soltos e o soutien iria se livrar dos apertos que vinha levando. - Por onde começo, amor? Já esqueceu o caminho? Invadi sua boca inocente, segurando-lhe o queixo e mordi a pontinha da língua , sem dor; queria-lhe apenas o mais leve ardor. -Por onde começo a colocar o perfume, amorzinho... -Hummmm, espreguiçou todo o corpo, arfava. Pode até parecer tortura, mas juro que não, porque pressa, se todo tempo do mundo que foi feito em sete dias, estava a nossa disposição?. O sol estava lá do outro lado do planeta e raios da lua intrometiam-se pelas lâminas da persiana. Que bela companhia. Levantei-a, a luz do luar iluminou todo seu corpo. Voltei, ajoelhei-me e repeti a pergunta. -Olha, vira o vidro tapando-o com o dedo indicador, coloca de leve sem esfregar, atrás das orelhas, perto dos lobos...
Escrito por Dácio às 15h07

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14/12/2004

Parte VII
Início perfumado







Se meu apto falasse, lembraria da morena casada, cujo “sem sorte” trabalhava em outra cidade e vinha visita-la de 15 em 15 dias. No nosso primeiro encontro em meio às bem-querenças, seu perfume natural era abafado pelo provocante aroma inebriante de um Channel nº 5 que foi o testemunho espremido entre nossos corpos e que por causa disso, nossos cheiros de suores, faziam suas presenças notadamente nos toques de lábios e narizes nas peles sequiosas. Mas depois do encontro, passados poucos dias, um outro odor ficou na minha memória olfativa, assim como quem não quer nada, espicaçando uma curiosidade, eu não sabia se era uma comparação com outras fêmeas, de locais de trabalhos ou namoradas. Procurava uma relacão, debalde, a memória se perdia. Quando por vezes me recordava da torridez, ele era lembrado. Outras vezes, em ambiente propício, adequados, ou presença de pessoas, certo estabelecimento comercial lá estava como que uma ancestral lembrança. Despertada era uma recordação, o coração batia mais forte, o desejo de revê-la era o mais novo companheiro e o contato se fazia, e ardíamos novamente na fogueira, não a das vaidades, mas aquela que consome dando mais vida, enchendo-a de alegria, de bem estar, de auto estima, o restaurador fogo que subindo das entranhas nos leva ao paraíso. Tal odor era esquecido, posto de lado, sumia da minha mente, não chegava ao nariz e tudo voltava ao status inicial, recomeçando as lembranças. Aumentava a curiosidade, procurava uma a uma as meninas, namoricava, ninguém tinha aquele cheirinho, era muito particular quase único, comecei a me interessar por seus perfumes, coisa que pouco lembrava, antes, passei a querer saber nome, marcas, a que correspondiam, começou a haver uma demonstração constante da perfumaria nacional e estrangeira. Acho que uma demonstração explícita de marcas pessoais passava pelas cabecinhas das garotas, como quem quisesse acertar com o perfume e ser laureada. Ninguém perguntava a minha razão, mas a troca era permanente, sempre pode haver uma certa concorrência, e um motivo capaz de dar uma virada pode ser importante. Muitas vezes num encontro, não com ela, parecia senti-lo. Debalde. Esse negócio de se deixar envolver por certas paradas é muito engraçado. Estava a pique de me tornar perfumista, mas não agüentava sentir odores cada qual mais estranho. Um belo dia comprava material para barba numa farmácia, onde inclusive se aplicava injeções em clientes quando me pareceu sentir o perfume, cheiro, odor, já nem mais sabia. Andei pra lá e para cá e nada. Sabonetes, loções, extratos, xampus aumentavam a confusão. Antes que vomitasse sumi de lá peguei um táxi e mandei tocar para a praia. Pelo menos a maresia poderia se contrapor. Sentei me num banco, olhava o horizonte montanhoso, puxava haustos do ar marinho. Lembrava-me dos peixes que arpoava nos mergulhos, passavam conhecidos e conhecidas, trocávamos idéias. Um amigo ao sentar-se me pareceu estar usando algo que me lembrou eucalipto. Minhas reminiscências vieram rapidamente e deu-se o encontro das lembranças químicas. Eucalipto, havia ou teria havido um sabonete Eucalol e aparentados, pasta de dentes e outros. Ahn, devia ser isso...não podia enfiar o nariz no pescoço do amigo, nem estar me metendo em suas preferências pessoais, melhor seria deixar o papo correr solto e depois bater um fio para a morena dos cabelos pretos como a graúna e cheirar o cangote dela, aspirar o que trouxesse e matar a charada e que charada...melhor... duas...
Fui para o apto, eram 17;00 horas de quinta, nosso último encontro de negócios havia sido na segunda feira, peguei o telefone, ele até nervosinho estava, e disquei
2111-0001. Trirrrinnn...trrinnnnn...- -Aalllôôôuuu???? -Oiiieee!!!!! A série "Perfume" começou aqui e continua no post do dia 12/01
Escrito por Dácio às 12h19

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13/12/2004
Engraçado, pensei que seria mais fácil participar desta brincadeira de homenagear um Blog; homenagear um Blog; Se no amigo secreto envolvia a questão pessoal, aqui percebi que envolvia e envolve muirto mais; o teor da homenagem é: ir ao Blog que coubesse a mim por sorteio e ler, analisar, escolher um texto, e, descrever o que o texto me chamou a atenção. E daí sim homenagear.
Repassando, ler, analisar, escolher um texto e argumentar onde este texto influenciou-me de alguma forma e daí em cima disto fazer uma homenagem? Ledo engano...ledo engano mesmo...
Homenagear o Blog é homenagear seu dono; Digo dono, porque blog é uma extensão do seu dono, posso até dizer que seja aquela cômodo aconchegante da casa onde possamos ler um livro, escrever nosso diário; onde podemos sonhar, escrever poesias, ler e deixar recados, escrever algumas crônicas; pode-se inclusive plantar um lindo pé de "Jacarandá"; E ali debaixo deste pé descansar, cochilar à sombra ou amar...Pode-se virar um mero "Ciscador" ou demonstrar a paixão por ser Homem e poder apaixonar-se...O Blog
"Chega Mais" adentrou no " Somente uma Mulher" através de seu dono, de seu autor. Um poeta sensível, Um crônista incrível; Um apreciador de mulheres ou Um "Domador de Vulcão"...Suas tiradas, seus comentários e suas poesias nos faz querer ficar ali, debaixo do seu jacarandá ou descansar a beira do vulcão; Nos faz apreciar a chuva...nos faz enxergar o Corcovado...nos faz dançar ao som de Ravel, nos faz procurar pelos sais; Mas o melhor do blog "Chega Mais" é que nos faz sentir bem-vindos...O texto que mudou a minha forma de enxergar o blog "Chega Mais" e principalmente a pessoa dona do Blog, o homem Dácio Jaegger, não foi escrito lá; Mas um comentário brilhante, irônico, mordaz, inteligente, honesta e esclarecedor...deixados no meu blog e eu poderia ter imaginado tudo ao escrever aquela crônica, todo tipo de gracinhas, menos esta que ele, Dácio, me proporcionou...
Com Vocês, o Sr. Dácio Jaegger/Chega Mais...o "Domador de Vulcões"
" Bota a mão na consciência dos outros que "pintaram" e bordaram comigo, quando um "diiia", já nem sem onde, se na casa do conde ou dentro de um bonde, estilizado alhures como "ciscador" acabei por ver em augustas companheiras um quêzinho galináceo, "assiiim" um pouquinho pro lado dos arrulhos e cacarejos, belos por sinal; um pombo correio, destes mais para primo dos galináceos, tarde, bem mais tarde me confidenciou uma pequena e revoltosa crise de farofa no ventilador...pois hoje aqui neste templo sagrado sinto-me redimido por ser trazido solene à condição de pai, irmão, tio, avô, bisneto, e o escambau todo porque até chegar aos 350 milhões de anos, aqui o espaço se esgota e acabo não agradecendo à Tânia o belo excerto dado à luz pelos galinhões dos states. Mas vou comer minhas galinhas, frangas, menos franguinhas e galos, de qualquer forma porém cruas, com todas suas penas e cristas. Algumas virão até tostadinhas do sol da praia e salgadinhas da água do mar. "Ki diliciaaa"...rs. Obrigado Tânia, lavou-me a alma. Bom findi."Dácio /Chega mais, pesaroso Rio de Janeiro a terra das galinhas e dos galos, naturalmente. 11/12/2004 10:55
Escrito por Dácio às 12h12



12/12/2004








Cherry, o novo







jacarandá altaneiro







daquela floresta assaz amiga







e que da altura nos mira,







está firme nas raízes fincadas!







Braços múltiplos estendidos aos céus!







Súplice, ampara sobre si raios de sol,







Que em sua copa energiza flores e frutos







pássaros e insetos. E todo o mais que ali se abriga.







Folhas sésseis descem no monótono contínuo.







Dia e noite aguarda impávido e com saudades,







até o pressentir nostálgico da presença dupla em







uníssona graça, atendendo o chamamento







do reencontro almejado, e veja! Não há vento e ele







se abala, treme, sacode e rumoreja.







O manto tépido que o chão acolhe terá de novo o dossel







amigo, onde sentado, a terei no colo,







a afagar seus







cabelos







revoltos.







Nada!







Nada!







Facas!







Males







de ti se







afastarão. Quem se atreverá? Vejo seu sorriso desabrochar...







Escrito por Dácio às 09h35







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11/12/04

Você não vai acreditar














Parte VI - R a v e l -II
Ravel culminara e se fechara. Ouvíamos a melodia dos nossos corações. Éramos um.Lentamente escorreguei para o lado. Contemplei-lhe o rosto, o pescoço, o torso moreno, com a leve marca do biquini quase igualada, indicando que passara a dar prioridade ao sol para beijar-lhe com certa suavidade cada centímetro que escondia de quase todos os mortais. Naqueles últimos meses fizera isso, e a cor naqueles pontos respondia às carícias que no peito desnudo os raios solares passeavam preguiçosamente. E maravilha das maravilhas, toda aquela morenice havia sido conseguida com a exposição do belo corpo sobre esteiras, no solário, cuja abertura principal era toda voltada para o nascente, qual casa à montante no morro não tinha nenhuma vivenda até o horizonte cujos moradores pudessem colocar as butucas em cima. Desde o nascer do sol até por volta de meio dia seu corpo podia se deliciar com os raios que nela tocavam. A ligeira diferença, marcava a oferenda ao deus da luz que conquistaria todo o cimo das mamas, em questão de mais alguns dias, e só ele. Que dizer dos mamilos encimando a aréola, estes mais sensíveis, ao toque dos tecidos, dos dedos seus e meus, da minha face e por último dos lábios. Quantos passos ali seriam dados quando ao simples olhar, o suave tom róseo amarronzado parecia mostrar que ninguém ali marcara sua presença a que tempo fosse. Se assim o tentou, algum predecessor, o fizera en passant, assim como numa escala rápida, numa viagem simplesmente curta. Nada a perguntar, por outro viandante nem ousar sabê-lo... Nenhum momento para sugerir existência do que não houve ou se houve pouco, foi efêmero e nem deixou saudades. A aréola com suas rugosidades concêntricas naturais e suas pequeníssimas projeções exploradas no titilar da ponta da língua tiveram os músculos contraídos e empinaram o mamilo, assim, sabe, como se sentissem frio, e não era nada disso, dali se projetavam ao corpo miríades de contrações que reunidas mais à frente davam lugar aos frêmitos que retesavam pernas e braços. Arqueavam, ora relaxavam e num suceder sem tempo nem lugar. Toda a libido daquela pantera vinha à flor da pele. - Ai...ai ai...ai ai ai...ai...gemidos baixinhos, quase inaudíveis, lânguidos, sensuais, doces notas musicais da sinfonia mais natural da face da terra, aquela que desde tempos imemoriais mexe com a cabeça do bruto, da fera, do macho, do homem. Duas teclas, dois botões detonavam nos órgãos do prazer uma soma incomensurável de imenso poder. Quando então minha cabeça era guiada até o outro seio, o pequeno órfão há muito sequioso, tão esperto quanto ao irmãozinho, era todo felicidade, até então manipulado pelos meus dedos ou o roçar circular suave da palma da mão, era como se dissesse: -É bom, é gostoso também, mas não é a mesma coisa, quero seus lábios, quero sua boca, vem, vem, veemm... Claro que ia e trocava de mão e neste meio tempo sua cabeça dava volteios, seus cabelos esvoaçavam, parecia-me ouvir estalidos, eletricidade estática, suas mãos viajavam nos meus cabelos, seus dedos ligeiramente contraídos, a cada volta traziam as unhas a arranhar com doçura meu couro cabeludo; todo o seu ser, volúpia era seu nome, luxúria seu apelido do momento, os prazeres quase a espoucar novamente, os meus em proporcionar; vinham de cada canto do meu corpo. Num certo conflito queria estar nela, mas não podia deixar, não podia terminar o que deveria ainda manter-se em andamento, tínhamos a vida pela frente, muitos e muitos terrenos a serem explorados em seu corpo, estes, quase todos possíveis, podíamos preambular só ali, por minutos incontáveis; vã filosofia, ela então despontou com ímpeto e exuberância nos espasmos que se seguiram. Um cálice de vinho, uma valsa e
Ravel haviam culminado num choque tipicamente sexual, mas no depois, saímos do sério no batismo de fogo e chamuscados de muito amor...
Escrito por Dácio às 08h59

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10/12/2004








Você não vai acreditar -







Parte V- R a v e l - I







-Passando bem, respondi, um pouco desajeitado, o contato primeiro por telefone, ainda bem por iniciativa dela; não tinha um fio de coisa alguma para sustentar conversa, a perguntadeira quis saber se estava medicado, se tomava remédios e na hora certa. Como estava minha alimentação recomendando que não comesse carnes gordurosas, ovos de pata, camarões, mariscos e outros venenos. Disse-lhe que era um enxerto de pele, que tomava antibióticos e precisava de alimentação forte, tipo frutos do mar que eram ricos em tais e tais vitaminas e sais para aumentar a chance de fixação da pele, mas não tinha o numerário para me dar àquele luxo e...iria me virar com coisas de pobre. -Nada disso, você deve usar o que lhe foi recomendado, arrepiou. -Mas eu já lhe disse... -Olha, vou ao centro hoje, e como já havia programado comprar estes produtos para uma ocasião especial amanhã, queria te convidar para jantar aqui em casa. -Bem, não sei se devo, não estou me sentindo à vontade... -Não se faça de rogado, olha, para chegar até aqui, você faça o seguinte roteiro. Desce para a Rua das Hortênsias, a principal e dobra à esquerda... -E agora? Esperar o amanhã, que chegou cedinho. Trabalhei até duas horas antes do momento aprazado, quinze minutos toquei a campainha, um fila de bom tamanho rosnou atrás do portão de grade, ouviu uma voz de comando e desapareceu. Um garçom me fez entrar guiando-me pelo jardim até a belíssima varanda tropicalíssima onde minha anfitriã me aguardava. Tomei-lhe a mão estendida beijei-a, cumprimentamo-nos. -A casa é sua, sinta-se à vontade, disse com discreto sorriso. Dispensei a empregada que chegou meio adoentada e contratei um serviço de bufê, após o jantar e a sobremesa, levam todos os utensílios para a sede. Desde logo ficaremos à vontade. Meu marido, logo no dia do meu aniversário, está do outro lado do país, faz 15 dias. Acabei de ligar para ele para, digamos, que me cumprimentasse pela data. -Bem, espero que possa ter momentos agradáveis, com os outros convidados, que por certo estão a caminho. -A caminho... de suas casas... ou de outros amigos... recebi alguns telefonemas, podem surgir mais algumas ligações, você se importa se atende-las? -Mas como, de forma alguma, o prazer de sua companhia é tudo que esperava. E jantamos, o garçom tratou de retirar todo o serviço enquanto ela me levou a uma ampla sala de estar com fabulosa vista para o mar, e em meia hora o educado homem se despediu. Enfim sós. Ao aparelho de som até então com musicas não identificáveis para mim ela levou um disco onde uma valsa se desenhou em seus acordes. Até aí as iniciativas foram delas. Voltou. -Convido-te para vivenciarmos estes sons maravilhosos, estendi-lhe a mão direita, chegando-me a ela enlaçando-a, e acertando os passos saímos a deslizar pela ampla sala. Dançava bem, leve, esguia, corpo de bailarina, se deixava levar ao sabor de um sonho que parecia no começo, fechava os olhos, aspirava haustos de sabor gostoso, flutuava. Estávamos no céu? Em terra, com os pés no chão, seu corpo colado ao meu. Envolta em tecidos leves esvoaçantes, as curvas suaves da cintura oscilavam, singravam em minhas mãos, eis que abaixadas aninhavam suas ilhargas e nossa cadência de bolero aconchegante em plena valsa me permitia sentir o tocar ansioso de seu peito. Apertei-a, mais próxima, sua cintura arqueou-se, a cabeça elevou-se um pouco e busquei-lhe os lábios. Tremiam levemente. Suave, foi um ósculo. Paramos. A valsa rolava. Lábios decididos se buscaram, nossas línguas se encontraram. Entrei em um vórtice, ela em outro. Ao longe as ondas na praia bramiam. Ali nossas ondulações cadenciavam, soltei-lhe os botões do vestido.Eram três, espaçados, forrados, com a mesma gaza. Seu corpo foi se desnudando, o chão arrepiou-se. Minha camisa saiu e não percebi. Contemplava o magnífico colo. Minha correia apertou-se, a fivela saltou, botões idem. Suas mãos eram rápidas. O chão quase fugiu. Apertamo-nos, a valsa queria mais e em alguns momentos dançávamos nus. A sala emudeceu, sons longínquos de compassos longos brotavam. Enroscávamo-nos. Percebi os sons dos oboés que num crescendo constante mostravam a cadência magistral do Bolero de Ravel. Já havia lido em algum lugar sobre as evocações orgásticas múltiplas que o Bolero procuraria repetir. Uma exaltação ao sublime suceder dos momentos culminantes do verdadeiro gozo, aquele que toda mulher sonha atingir. O chão, o primevo leito da humanidade, nos acolheu. Todo o primitivo, o puramente animal, ali aconteceu. Uma fêmea, na real acepção da palavra, buscara um macho ausente. Dando, recebeu. Ali fiquei, sobre seu corpo sentindo suas contrações remanescentes, as minhas haviam cessado, é da natureza. Coincidentemente Ravel culminara e se fechara. Ouvíamos a melodia dos nossos corações. Éramos um.







Escrito por Dácio às 23h28

09/12/04








Você não vai acreditar








Parte IV- Cotovelada no espelho
Numa manobra infeliz e apressada dei uma cotovelada no espelho, que caiu ao chão. Tentei segura-lo, era um pedaço um tanto ou quanto triangular, e o que consegui foi um corte no dedo fura-bolo esquerdo, que mostrou perda de um pequeno fragmento de pele. Tinha que fazer alguns trabalhos ao longo do dia, fiquei aflito, mas tomei controle da situação. Primeiro eu, depois eu, resolvi começar por mim, botei o mata-piolho comprimindo a lesão para coibir a hemorragia e procurei no chão o pedacinho de pele empoeirado, enroladinho, parecia um pequeno grão de arroz, lavei-o com água corrente que vinha de uma cacimba no alto do morro, água limpinha, animaizinhos, aves e alguns vizinhos dela bebiam e colei-o com o próprio coágulo de sangue no leito da ferida. Era o bom filho retornando à casa, agora era um enxerto de pele para cirurgião algum botar defeito. Lancei o pé na estrada e fui trabalhar, e ao longo dos dias fazia dois a três curativos diários para impedir qualquer infecção, e ao cabo de uma semana a pele estava integrada, era minha novamente estando comigo até hoje. O enxertinho, um pouco de tempo ficou dormente, em mais ou menos quatro meses recuperou a sensibilidade e de lá para cá acompanhou trabalhos, brincadeiras e certos divertimentos, algumas habilidades como a siririca, conhece todas as teclas da porção esquerda do teclado. A casa onde ocorreu este “acidente” tinha dois pavimentos degralizados em encosta de morro, três salas, quatro quartos sem nenhuma suíte, ainda não era moda. Não tinha portas e janelas. No último dos quartos havia conseguido de amigos, material usado para fechar permanentemente o vão da janela e uma porta foi instalada com dobradiças e fechadura, afinal todos os meus bens estavam ali encerrados. Na sala grande que antecedia os quartos instalei duas cadelas que através fio de aço estendido no chão tinham boa área de policiamento, afinal eram “policiais”, e lá fora havia mais um cão correndo por fio, além de um casal de empregados com cinco pequenos filhos que não corriam em fios, pior, moravam também em dependências sem portas e janelas, no corpo da casa, numa espécie de quitinete, no primeiro pavimento. Havia-os adotado quando uma chuva torrencial levou de cambulhada, morro abaixo, o barraco onde moravam numa área de risco numa favela. Fiz parte de equipe de atendimento, perderam tudo que tinham. Enlameados, zerados e da mesma cidade em que nasci levei-os comigo e entre parentes e amigos consegui alguns haveres, panelas, pratos talheres e roupas em geral. O homem era pedreiro e trabalhava para sustentar aquele magote de gente. Pois, a não dita mulher do “caseiro”, fazia faxina para uma vizinha em sua casa, depois descobri, e acabou contando meu acidente para ela. Sem ter visto o acontecido pintou com cores exageradas para a mulher do engenheiro, que “condoída”, resolveu prestar-me auxílio, coitadinho de mim, solteiro, mãe distante no interior...bem, é uma outra história. A vizinha que só via de longe pediu meu telefone, queria saber como eu estava passando...
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08/12/2004








Hoje estou reticência.














Há dias que em horas assim também me apanho Estou na omissão daquilo que poderia fazer.E como estou sempre fazendo amanhã Lacuna das tuas respostas. o que deveria fazer hoje. Suspensa no impenetrável.Posso assim involuntário causar problemas.Reflexo dos enigmas que diverte-se em causarNa verdade somos dois enigmas, eu com todos, nada de diversão contigo.Estou reticências, aquelas que intenciona em mimIntenciono em ti tudo que lhe aprazer, minha ordem interna.Não te decifreiDeves ?Incompleta fiqueiVocê em si se basta, amoreco...por Sabeex“in”que que brincofinge.Que tenho-a aceitado você como diz ser Finge.Não, não faço isto, não finjo, finge é complemento de Ex-Apesar do estado de aposiopese no chat da Loba na noite que seria apoteótica.Sei que terá complemento.Ei-lo aquiDado por ti ou por mim mesma, pois sou auto,Dado por mim na preferência de minha querênciaE isto não esquece!Jamais o esquecimento será minha tônica.Sois um tônico na minha alma Também não devorou.Quero te degustar mais devagar, E a mim, impacientou.Sabes que a pressa é inimiga da perfeição.Que fez com o vulcãzinho que pintei e a ti enviei?Estou impaciente em saber...

Escrito por Dácio às 11h54
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07/12/2004








Outro Texto Coloridamente Escrito...














Esse Tem Seu Nome Nitidamente Expresso...
Meu fogo acendeu os desejos adormecidos, trazendo as inquietações quase juvenis, em uma alma desidratada de um homem que tenta falsificar a inocência. E pensa que eu não sei? Já deixei de ser aquele vulcãozinho que idealizou, nem imagino como, que soltava fumarolas tênues e quase angelicais. Minhas fumarolas na verdade te asfixiam. Minhas lavas intensamente escorrem pelos teus dedos, queimam no teu interior temeroso em saber-se meu objeto de cristalização. Sou um vulcãozinho sim, passional nada puro. Lembra quando me perguntou se meu coração batia no mesmo ritmo? Bate, ansiando pelo cumprimento da promessa que o fez: "...eletrizaremos o coroamento desse almejado encontro". E este meu coração, danadinho e matreiro, que vive a me pregar peças, acelera ainda mais seus bati mentos ao saber que através de alguém também se compromete: "apesar de pedra, a mais foguenta em órbita lançada pelo vulcão zinho, fatalmente cairei ao chão". Sim meu querido, não se surpreenda ao saber que o coração já acredita nesse tipo de promessas torpes. Mas devo eu deixar que a razão também se iluda? Aproveite-se de mim enquanto a mantenho dopada, apesar brigar bravamente e alcançar raros momentos de nitidez, que ainda trato rapidinho de boicotar.Mas agora mesmo ela avisa: "as lavas do vulcãozinho esfriam e em cinzas transforma a tua jóia fênix que parte para novos ciclos. Pedra cai”.Meu coração pede: "Atenta pra isso!". Quer te perpetuar cristal, caucionado por nossas chamas. Teu vulcãozinho, apimentado, doidinho, espicaçador, de tão irresistível tornar-se temido, não dorme, se mantém em vigília à tua espera. Ou será que adormecido está? O coração, aquele traidor, ouviu: "Não tenha mais ilusões". Se a razão tivesse lido, confusa não estaria, porque ela, eterna defensora, mesmo que entorpecida diz: "Só há duas formas de acabar com a ilusão: 1º - Expurga-o da tua vida! - E é isso que quer Dácio? - Já não o suporto mais virtual.Ou 2º - Para de imaginar e EXIGE ser aquecida pela pele dele difusa na tua. Livra-o das vestes dúbias e desnuda os medos infundados do corpo que tanto reluta em se mostrar. Limpa tua devassidão em sua boca que saliva só de imaginar o gosto que tens. Concretiza o conhecimento da habilidade que ele tem em sugar tuas razões deixando-te somente à mercê da real emoção. Recebe os beijos que relatarão unicamente a língua universal e tão singular do amor que se fará! Delicia-se com os carinhos aqui, e não com os de lá, pois esse tipo de carinho foi primordial, mas não te sustenta em erupção. Trá-lo pra junto de ti. Substancial. Com teus líquidos fervorosos vai se afogar nos deleites que ora considera inviáveis, mas não subestima, pois Dácio se consome sozinho e não vai resistir muito sabendo que pode extrair da sua obsessão, da sua Cherry.







Escrito por Dácio às 07h12
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06/12/2004








Você não vai acreditar















"Dora, quanta gentileza. Receber sua apreciação é um corolário. Dar-te-ei explicações... logo a vc que tem-me explicado...rs. Tenho bebido em sua fonte em silêncio. Te adoro".Parte dois
...com verdura, não só ver, e carne, duas vezes por semana, e naquela em que o marido viria de Apiá, só uma vez, ela teria que ceder a fome dele. Começamos quando uma tarde, após ela chegar do serviço, abriu a janela que dava frente para a minha - o prédio tinha a forma da letra U horizontal – e nos vimos pela primeira vez. Eu trabalhava numa cidade vizinha, acordava mais cedo do que ela, saia logo, enfim nunca a tinha visto.Cumprimentei-a com um balanço de cabeça, a janela era ampla e o interruptor estava ao alcance da mão. Não pestanejei segunda vez, acendi a lâmpada, era um spot, luz à vontade para me iluminar. Seus olhos brilharam como se fossem faróis, não vi, mas, a atitude denunciou. Sorri discreto e apontei para a minha lâmpada, fiz gestos que ela compreendeu, voltou-se, foi ao interruptor, lá ficava mais distante, acendeu a lâmpada e retornou à janela Não podíamos conversar e muito menos ficar a fazer gestos, pois umas quatro janelas acima e abaixo poderiam nos bisbilhotar. Dei-lhe a entender que lhe passaria meu telefone, busquei duas folhas de papel ofício colei uma na outra e garrafalmente desenhei os números cheios com muita tinta e mostrei de distância recuada da minha janela escapando dos ângulos dos vizinhos. Nosso primeiro encontro se deu três dias depois que enfrentou o suplício de passar pelas 4 portas entre nossas moradias, só nossos apartamentos se confrontavam por janelas. Combinamos que quando os cheiros das cozinhas se transferissem para as salas era sinal que ali à volta o apetite era dirigido pelo estômago então, poderia vir com certa segurança Uma mulher bonita, pele morena clara, olhos castanhos bem escuros, cabelos negros, corpo escultural, seios não muito fartos, ancas maravilhosas, ali a natureza tinha deixado o que de mais perfeito poderia lhe presentear e por tabela, a mim, torceu a maçaneta.Vinha-a seguindo pelas persianas cerradas, lâmpada apagada. Eram 19:00 horas. Sabia-a possuída por medos. Entrou me viu de soslaio, rodopiou, fechou a porta. Mais lenta foi posicionando seus seios e cabeça frente a frente, ancas a meio caminho, os pés inseguros, atrasadinhos. Tomei-a nos braços, todo o apoio do mundo. Consertou-se. Nossas bocas se encontraram. Seus lábios tremiam nervosos, os meus, nervosos não tremiam. Os corações disparados estavam a precisar de médico. Corpos colados, ela contra a porta. Nossas línguas, nossos calmantes. Deram-se bem e muito bem e com a volúpia moderada, eu que não sabia quem cairia primeiro senti firmeza, os dois relaxamos, ouvimos maviosos sons à nossa volta. Na verdade só os ruídos comuns às habitações coletivas. Febris, e delícia, aquele corpo envolvido em seda começou a contorcer-se suavemente e projetou-se algumas vezes contra o meu. Nossas línguas exploravam cada recôndito ainda desconhecido, mordidinhas nas línguas e lábios estavam durando uma eternidade. Adendo} Mas um cavalheiro não deve devorar uma dama nos primeiros minutos... Escrito por Dácio às 21h12



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03/12/2004

Você não vai acreditar...


Parte um
Seis horas da manhã, em frente a um fragmento de espelho envolvido por barbante pendurado a um prego na parede da cozinha sem azulejo e sem piso. A casa tinha sido trocada por um apartamento na cidade, ele prontinho cheio de presepadas assim como cama redonda, (nenhum motel as tinha), as paredes do quarto cada qual num tom de azul, sancas brancas que escondiam lâmpadas também azuis que quando acesas, ah, eram o céu. As portas decoradas com apliques de madeira, no pequeno banheiro um enorme espelho lhe aumentava o tamanho e quando tomávamos banhos juntos, imaginem a luxuriante cena, isto com as portas do box abertas para os lados . No box havia instalado duchas que com a água bem esperta se transformava em uma verdadeira sauna e aí pegava, corpos desnudos, desejos ardentes, água superquente, portas fechadas, cotoveladas nas paredes, nos acrílicos, os componentes do sanduíche tinham que ir para a redonda. A sala bonitinha, com móveis desenhados por mim, tinha um aquário e logicamente peixinhos, cada qual representava uma de minhas namoradas mas nenhuma delas sabia que além daquele que a representava os outros animaizinhos tinham seus nomes ligados às meninas. Os peixinhos fêmeas, tinham então dois nomes, o de batismo, registrado num caderno e o nome mentirinha geralmente masculino para evitar confusões. Minha cozinha era tão pequena que se a namorada do momento entrasse eu tinha que ficar de fora ou atracado e aí adeus o outro tipo de comida. Descobri um rádio que era despertador e tinha uma tomada de saída para controlar qualquer aparelho elétrico e nela coloquei um dispositivo que tinha extensões para uma cafeteira elétrica, um grill e um toca disco. Acordava todo dia com música, café quentinho, queijo e presunto ensanduichados. Não tinha empregada doméstica e era solteríssimo. Tinha uma lavadeira, Dona Maria, prendada senhora que além de lavar minhas roupas, costumava fazer companhia durante o dia às amiguinhas, pois dentre elas havia algumas casadas. Dona Maria era um túmulo, jamais errou nome de qualquer uma delas, e por mais que quizessem, e a tentassem fazer cair em contradição nunca revelou nadica de nada, e a paz reinou entre nós enquanto morei no apto. Ela fazia sala, deitava falação, contava e contava histórias para elas, uma de cada vez, quando eu não podia chegar a tempo e ao mesmo tempo dar ao meu apartamento a necessária conotação de ser habitado por um morador sério, aliás meus vizinhos gostavam muito de mim, inclusive uma senhora casada que morava no mesmo andar e cujo marido trabalhava fora numa cidade onde havia uma grande siderúrgica, só que ele vinha pra casa de 15 em 15 dias, convenhamos é muito tempo para deixar a mulher ao Deus dará, Deus não dava, e sem querer, (querendo) fui levado a suprir-lhe...
Escrito por Dácio às 14h33